SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
SÍNDROME DE MAY-THURNER

Cirurgia realizada em Rio Preto é transmitida ao vivo em congresso internacional

Equipe médica liderada pelo cirurgião vascular Augusto da Silva apresentou a especialistas uma técnica minimamente invasiva para tratamento da síndrome de May-Thurner

Joseane Teixeira
Publicado em 23/06/2022 às 21:13Atualizado em 24/06/2022 às 08:32
Equipe médica antes do início da cirurgia em Rio Preto (Guilherme Baffi 23/6/2022)

Equipe médica antes do início da cirurgia em Rio Preto (Guilherme Baffi 23/6/2022)

Nesta quinta-feira, 23, um procedimento cirúrgico, realizado no Hospital Austa, foi transmitido ao vivo no Congresso Internacional de Cirurgia Endovascular (Cice), o maior evento sobre o tema na América Latina. Equipe médica liderada pelo cirurgião vascular Augusto da Silva apresentou a especialistas uma técnica minimamente invasiva para tratamento da síndrome de May-Thurner, doença que causa compressão da veia ilíaca esquerda e que afeta essencialmente mulheres.

De acordo com o médico angiologista responsável pelo procedimento, a veia ilíaca faz a drenagem do sangue da perna e da pelve. A síndrome provoca a obstrução do fluxo, causa dor e inchaço na perna esquerda e provoca varizes na região pélvica. Se não tratada, pode evoluir para trombose. Acomete principalmente mulheres, na faixa etária entre 20 e 50 anos, e tem origem genética.

A técnica foi aplicada em Rio Preto em uma paciente de 26 anos. “Ela trabalha como recepcionista, ficava muito tempo em pé e se queixava de inchaço na perna esquerda. A suspeita da síndrome foi confirmada por ultrassom vascular, o eco doppler”, descreve o especialista.

Após anestesia local e sedação, o cirurgião introduziu um cateter por meio de uma punção na veia femural e transportou o stent até o local da compressão.

“Além de desobstruir o fluxo, o stent permanece no local para evitar que a veia seja comprimida novamente. Antes da aplicação dessa tecnologia, era realizada uma cirurgia extremamente invasiva, com abertura da barriga. Por isso, o cirurgião avaliava se o risco compensava os benefícios”, diz.

A cirurgia durou apenas uma hora e a paciente deve receber alta já nesta sexta-feira.

 
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