SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 04 DE DEZEMBRO DE 2021
PREPARO

Baep de Rio Preto faz treinamento contra ações terroristas

Foco é agir em situações com reféns, como invasões de escola

Marco Antonio dos Santos
Publicado em 21/10/2021 às 20:24Atualizado em 22/10/2021 às 08:25
Simulação de invasão a uma escola (Divulgação/Samuel Silva Films)

Simulação de invasão a uma escola (Divulgação/Samuel Silva Films)

O 9º Batalhão de Ações Especiais de Rio Preto (Baep) está fazendo treinamento para combate a ações terroristas na cidade. O foco é salvar reféns em possíveis ações armadas, como invasão a escolas. O treinamento tático envolveu 50 integrantes da equipe.

A ação desta quinta foi baseada no massacre de Suzano, em que dois alunos armados invadiram a escola Raul Brasil, em 2019, e mataram cinco alunos e duas funcionárias, além de deixar estudantes feridos e matar uma pessoa antes de chegarem no colégio. Eles também morreram na ação.

Coordenador do treinamento, o tenente Felipe Guimarães Jovino afirma que a meta da simulação é deter os invasores e salvar os reféns no menor tempo possível. Neste caso do teste, 20 pessoas estariam sob a mira de armas. “Faremos este treino pelo menos três vezes por mês, com objetivo de reduzir cada vez mais o tempo de ação. Desta vez, conseguimos deter os invasores e salvar os reféns em cinco minutos. O tempo conta desde a chegada da equipe no local. Nosso objetivo é reduzir mais ainda esse tempo”, diz o tenente.

Por questão de segurança, os integrantes do Baep usaram munição de festim, mas o armamento usado é o mesmo utilizado em situações de gerenciamento de crise.

Além da entrada das equipes no prédio, também faz parte do treinamento a colocação de atiradores de elite em pontos estratégicos, preparados para atirar contra os invasores quando a vida dos reféns estiver em iminente perigo. “Também faz parte da estratégia destas situações a presença de um policial capacitado em negociação. Ele será responsável em fazer o primeiro contato com os agressores, até a chegada de uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de São Paulo até Rio Preto. Tudo isso pensando sempre em nosso foco principal, preservar a vida de todos os envolvidos”, diz o coordenador.

O comandante do 9º Baep, coronel Márcio Cortez, afirma que a corporação busca constantemente aperfeiçoamento, para estar preparada para situações como estas de invasão de escolas. “Nesse sentido, o Baep, por ser um batalhão de ações especiais, procura desenvolver treinamentos para que os policiais militares estejam devidamente preparados para dar a melhor resposta a esses eventos, a fim de desenvolver as habilidades e os procedimentos necessários para lidar com tais situações", diz o oficial.

“A possibilidade de ocorrer eventos como esse não pode ser subestimada e o exercício prático das técnicas e procedimentos por meio de treinamento e simulação de situações parecidas permite ao policial militar detectar possíveis erros e corrigir suas ações, a fim de que, numa situação real, esteja melhor preparado para dar uma resposta adequada, sempre voltado, primeiramente, à preservação da vida de todos os envolvidos”, completa.

Policiais durante treinamento nesta quinta-feira, 21 (Divulgação/Samuel Silva Films)
 
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