SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 04 DE DEZEMBRO DE 2021
CLIMA

Ar mais úmido aumenta o calor em Rio Preto

Quando a gente tem umidade mais baixa, tende a sentir menor calor", explica Thiago Guerreiro Ferreira, meteorologista do Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Unesp de Bauru

Millena Grigoleti
Publicado em 25/11/2021 às 21:23Atualizado em 26/11/2021 às 08:40
Com o calor, a professora Maria Beatriz Umel, de 25 anos, parou na Represa para tomar uma água de coco (Guilherme Baffi 25/11/2021)

Com o calor, a professora Maria Beatriz Umel, de 25 anos, parou na Represa para tomar uma água de coco (Guilherme Baffi 25/11/2021)

Os termômetros não passaram dos 35,1 graus em Rio Preto nesta quinta-feira, 15, mas a sensação era a de estar derretendo de forma pior que há alguns meses. Esse desconforto tem nome: sensação térmica. Calor parecido foi detectado somente em setembro, quando o recorde de 40 graus foi atingido na cidade e a umidade relativa do ar chegou a 11%, menor que níveis de deserto.

Nesta quinta-feira, embora os termômetros não tenham subido tanto, a umidade relativa do ar ficou alta, não baixando mais que 42%. “Esse calor é justamente por causa da umidade. Quando a gente tem umidade mais baixa, tende a sentir menor calor. Vamos pegar 35 graus: em umidade relativa baixa, ele dá sensação térmica menor”, explica Thiago Guerreiro Ferreira, meteorologista do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), da Unesp de Bauru.

“No ar seco, o sistema de refrigeração do corpo humano fica mais eficiente, quando a temperatura começa a subir o suor evapora. Quando a umidade está mais elevada o sistema não funciona tão bem porque o ar está úmido e o suor não evapora com facilidade. A gente sente uma sensação de abafamento”, afirma Thiago. Segundo ele, a sensação térmica varia individualmente.

A professora Maria Beatriz Umel, de 25 anos, mora em Rio Preto e usa a bicicleta para trabalhar. A câmara de ar apresentou problema e o bicicleteiro disse a ela que a culpa é do asfalto quente. “Com certeza esses dias foram os mais quentes do ano. Parece que depois da chuva da semana passada esquentou o dobro. Agora à tarde (quinta-feira) está um pouquinho mais fresco, acho que vai vir chuva, mas durante o dia está insuportável”, diz ela, que aproveitou para tomar água de coco na Represa depois da aula de natação. “Sou professora e não podemos ligar o ar-condicionado por causa da pandemia, temos que ficar na sala com um monte de crianças, coitadas, com muito calor.”

De acordo com o IPMet, pode chover nesta sexta-feira, 25.

 
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