SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
INVESTIGAÇÃO

'Agiram sem pressa', diz delegado sobre furto em joalheria na Redentora, em Rio Preto

Para Solgon, a bagunça deixada pela quadrilha no imóvel do bairro Redentora descarta a hipótese de que o bando tenha recebido informações privilegiadas

Joseane Teixeira
Publicado em 18/05/2022 às 20:40Atualizado em 19/05/2022 às 09:05
Sede da joalheria Cristovam, em Rio Preto (Johnny Torres 16/5/2022)

Sede da joalheria Cristovam, em Rio Preto (Johnny Torres 16/5/2022)

“Agiram durante a madrugada, e sem pressa”. Nesta quarta-feira, 18, o delegado Wander Solgon, que investiga o furto à joalheria Cristovam, ocorrido no último domingo, 15, trouxe novos detalhes sobre o crime milionário.

Para Solgon, a bagunça deixada pela quadrilha no imóvel do bairro Redentora descarta a hipótese de que o bando tenha recebido informações privilegiadas. “Estava tudo revirado, demonstrando que eles passaram mais de uma hora na loja, procurando por coisas que os interessavam. Se soubessem onde estavam as joias, e o aparelho DVR (dispositivo para gravação de imagens de câmeras), não teriam causado tanta desordem. Havia portas arrombadas que não davam para lugar nenhum”, revela.

Outros detalhes contribuíram para o sucesso da empreitada: o imóvel vizinho está abandonado, o muro de divisa é baixo e a cerca elétrica não estava ligada.

O delegado da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) afirmou que os peritos técnicos de São Paulo não identificaram impressões digitais. E que agora os policiais civis trabalham para assistir a horas de imagens de câmeras de monitoramento, instaladas em imóveis vizinhos, na expectativa de que algum equipamento possa ter flagrado algo de relevante.

Embora a ação não tenha exigido grande estrutura da quadrilha, Solgon acredita que o local foi estudado com antecedência: “Localização, segurança do prédio, rota de fuga. Com certeza houve uma ronda para verificar as possibilidades”.

O furto ocorrido na última semana pode ter sido a ação mais vantajosa praticada por quadrilhas especializadas em Rio Preto. Em entrevista por telefone, a proprietária Mara Cristovam revelou que foram levados relógios de grifes famosas, peças em ouro como anéis, brincos e colares, além de uma coroa cravejada de diamantes, alugada para noivas da alta sociedade. “Prejuízo de milhões”, falou. O seguro da unidade tinha vencido e não havia sido renovado. A família tem uma segunda loja, no shopping Iguatemi.

 
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