Rio-pretense desaparecido é encontrado em hospital da Irlanda
A mãe de Renan Cavalli recebeu a informação na tarde desta sexta-feira, 6, por membros da igreja que ele frequenta

A mãe do rio-pretense Renan Munin Cavalli, de 31 anos, Oldete de Souza Cavalli, informou que o filho está internado em um hospital da Irlanda. A informação foi recebida na tarde desta sexta-feira, 6, por meio de membros da igreja que o rapaz frequenta, em Dublin.
Por enquanto, não há informações sobre o estado de saúde dele, tampouco o motivo da internação.
Renan, que mora no exterior há três anos, estava incomunicável desde o dia 26 de janeiro.
A notícia foi recebida com alívio por Oldete. "Acabaram de me ligar, acharam o meu filho, glória a Deus. Eu não sei ainda como ele está, mas em nome de Jesus que ele deve estar bem. Meus pensamentos me assombravam, pensei que ele estava morto", desabafa.
Lembre o caso
Registrado como Renan Willian de Souza Júnior, o jovem alterou o sobrenome para obter cidadania Italiana e visto europeu. Ele morava há três anos na Irlanda, onde trabalhava em uma loja de departamento, que acionou as autoridades locais após Renan se ausentar do posto por duas semanas.
Ao Diário, a mãe Oldete de Souza Cavalli, que mora no Eldorado, contou que falava com o filho diariamente por chamada de vídeo. O último contato foi no dia 26, às 18H47, quando ela apelou que Renan voltasse ao Brasil. Oldete teme que Renan tenha sido alvo de um ex-namorado que não aceitava o fim do relacionamento.
“Ele teve um relacionamento com um cara da Suíça, mas viu que a pessoa era possessiva e ele terminou. Eu nunca tinha ficado sem falar com meu filho, ele mora lá há três anos. Soube por uma prima que ele estava sendo ameaçado. Até mudou o celular”, conta.
Oldete menciona que, na última chamada de vídeo feita com o filho, percebeu ele pálido e abatido.
“Ele falava pra mim: mãe, eu te amo, viu? Ora pela minha vida, ora pela minha vida, mãe”.
A mulher procurou a Central de Flagrantes de Rio Preto para registrar o desaparecimento, mas o caso foi registrado no dia 4 de fevereiro como “não criminal” – documento que não enseja instauração de inquérito.
Renan é formado em Arquitetura e Urbanismo na Unirp, em Rio Preto.
A reportagem apurou junto ao Itamaraty que a assistência consular está sendo prestada pela embaixada da Itália, haja vista a dupla cidadania de Renan.