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JULGAMENTO

Réu será julgado nesta quinta por matar e ocultar corpo em crime passional, em Rio Preto

Rafael Pires Ferreira teria sido morto por se relacionar com a mulher do réu Carlos Daniel Nascimento enquanto ele estava preso

por Joseane Teixeira
Publicado em 11/06/2026 às 10:27Atualizado em 11/06/2026 às 10:36
Peritos vistoriam imóvel onde o corpo foi encontrado, em julho de 2024 (Colaboração/Leitor)
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Peritos vistoriam imóvel onde o corpo foi encontrado, em julho de 2024 (Colaboração/Leitor)
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Será realizado nesta quinta-feira, 11, no Fórum de Rio Preto, o júri popular do réu Carlos Daniel Silva do Nascimento, 26 anos, acusado de matar e ocultar o corpo do jovem Rafael Pires Ferreira, 20 anos, em um crime passional ocorrido em 8 de julho de 2024. A vítima teria se relacionado com a mulher do acusado enquanto ele estava preso. Um homem apontado como comparsa está foragido.

Carlos, que está preso preventivamente, senta no banco dos réus para responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe (vingança), meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo denúncia do Ministério Público, Carlos foi preso por descumprimento de medida protetiva e, ao sair da cadeia, descobriu que Rafael havia se relacionado com a mulher dele.

As investigações apontam que, para se vingar, o réu contou com apoio do primo José Nilton dos Reis de Jesus, que era amigo de Rafael, para atrair a vítima até uma casa abandonada no bairro Boa Vista, sob o pretexto de consumirem drogas.

José Nilton teria buscado a vítima de carro e seguido até o imóvel, onde Rafael foi atacado a facadas por Carlos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima tentou fugir, mas foi segurada por José Nilton.

Após ser morto, o corpo foi enterrado no quintal da casa, e só foi localizado por familiares no dia 23, após a mãe da vítima descobrir por um morador do bairro que Rafael tinha sido visto no imóvel. O corpo foi desenterrado com o apoio do irmão mais novo da vítima, que tinha apenas 15 anos.

Carlos foi preso em outubro daquele ano, em São Bernardo do Campo. José Nilton, contra quem há mandado de prisão preventiva, segue foragido, motivo pelo qual o processo foi desmembrado.

Em interrogatório durante a fase de instrução do processo, Carlos negou ter emboscado a vítima. Ele afirmou que eles estavam consumindo drogas na casa quando foi chamado de “corno” por Rafael durante uma discussão e atacado primeiro com uma faca, tendo apenas se defendido, sob violenta emoção.

O réu também nega que tenha ocultado o cadáver. Segundo ele, após contar para o primo sobre a briga, José Nilton é quem teria ido até o imóvel e enterrado o corpo.

Ele é representado pelo advogado Antonio Nelson de Caires, nomeado pela Defensoria Pública.

O advogado sustenta que não há no processo prova isenta contra Carlos. A acusação é baseada no testemunho de familiares da vítima, que “ouviram dizer”. Subsidiariamente, pede o afastamento das qualificadoras, por entender que o réu agiu sozinho, e em legítima defesa.

O julgamento está marcado para 13h30 e é aberto ao público.