Reconstituição da morte de empresário por segurança é marcada para quarta-feira, 6, em Rio Preto
Procedimento atende a pedido da defesa, que quer esclarecer contradições de depoimentos e laudos

A Justiça de Rio Preto atendeu requerimento da defesa do segurança Keven Igor Silveira Novaes e determinou a realização de reconstituição da morte do empresário Giovani Svolkin da Silva, ocorrida em outubro de 2025, durante uma briga em um bar do bairro Vila Bom Jesus, em Rio Preto. A reprodução simulada dos fatos foi marcada para a próxima quarta-feira, 6, às 16h30, no local do crime. O objetivo, segundo o advogado Renato Marão Lourenço, é “demonstrar, de forma objetiva, a fragilidade de determinadas narrativas”. O segurança está preso preventivamente.
Durante a reconstituição, peritos do Instituto de Criminalística terão de responder a quesitos formulados pela defesa e Ministério Público.
Entre as perguntas elaboradas por Marão, está se é tecnicamente possível que a vítima estivesse em posição de defesa ou movimento de rotação no momento do disparo, o que poderia gerar um orifício de entrada que aparentasse ter sido causado pelas costas.
“A medida permitirá a reprodução técnica da dinâmica dos acontecimentos, possibilitando a verificação concreta da coerência entre os depoimentos colhidos e os elementos probatórios existentes. Trata-se de instrumento essencial para a identificação de inconsistências e para o esclarecimento de pontos ainda controvertidos”, informou ao Diário.
A reconstituição antecede a primeira audiência de instrução do processo, marcada para o dia 17 de junho, em formato virtual.
Para o advogado, a produção dessa prova técnica contribuirá de maneira decisiva para o processo, “com fortes indicativos de que seus resultados irão evidenciar a inocência do acusado”.
Nomeado como assistente de acusação, o advogado Juan Siqueira manifestou que a reconstituição é necessária “tão somente para se confirmar o que se já se verifica nas imagens do circuito de segurança, que por si só falam da conduta a conduta criminosa praticada pelo réu”.
Lembre o caso
O Ministério Público denunciou Keven Ígor Silveira Novaes por homicídio triplamente qualificado pela morte de Giovani Svolkin da Silva, ocorrida na noite de 26 de outubro de 2025, em um bar no bairro Vila Bom Jesus, em Rio Preto. A acusação aponta que o crime foi cometido por motivo torpe e fútil, além de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a denúncia, a confusão começou após uma discussão banal entre frequentadores do bar, motivada por ciúmes e troca de provocações entre integrantes de mesas vizinhas. Após o desentendimento, Keven foi retirado do estabelecimento por seguranças.
Do lado de fora do bar houve uma briga generalizada envolvendo familiares do acusado e da vítima. Imagens de câmeras mostram que Keven vai até o veículo e pega calibre ponto 40, que pertencia ao pai.
Ele persegue Giovani, que é baleado e morto.
Durante as investigações, o Instituto Médico Legal (IML) emitiu um laudo complementar que concluiu que o disparo feito pelo segurança atingiu as costas da vítima. O novo estudo corrige a versão inicial apontada no primeiro exame pericial, que indicava tiro pela parte frontal do corpo.
Veja a nota na íntegra
A defesa técnica informa que, a seu requerimento, foi deferido pelo Juízo competente a realização de reconstituição dos fatos, diligência já devidamente agendada para a próxima semana, no âmbito do processo em curso.
A medida permitirá a reprodução técnica da dinâmica dos acontecimentos, possibilitando a verificação concreta da coerência entre os depoimentos colhidos e os elementos probatórios existentes. Trata-se de instrumento essencial para a identificação de inconsistências e para o esclarecimento de pontos ainda controvertidos.
No presente caso, a reconstituição assume especial relevância diante das divergências já apontadas pela defesa, sendo apta a demonstrar, de forma objetiva, a fragilidade de determinadas narrativas e a necessidade de uma análise mais precisa dos fatos.
A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e no devido processo legal, ressaltando que a realização desta diligência representa um avanço importante na busca da verdade real.
Por fim, destaca que a produção dessa prova técnica contribuirá de maneira decisiva para o correto deslinde do processo, com fortes indicativos de que seus resultados irão evidenciar a inocência do acusado.