Diário da Região
ARBORIZAÇÃO MAIS SEGURA

Programa de arborização vai substituir 300 árvores que apresentam risco em Rio Preto

Parceria da Prefeitura com a CPFL identificou 300 árvores com risco à fiação elétrica; elas serão substituídas por 1,5 mil mudas mais adequadas com o ecossistema da região e que evitem atingir a rede elétrica da cidade

por Marco Antonio dos Santos
Publicado há 5 horasAtualizado há 2 horas
Equipes durante trabalho em Rio Preto (Divulgação)
Galeria
Equipes durante trabalho em Rio Preto (Divulgação)
Ouvir matéria

A Prefeitura de Rio Preto firmou uma parceria com a CPFL Paulista para a implantação do programa Arborização + Segura, que prevê a substituição gradual de árvores que apresentam risco à rede elétrica. Na primeira etapa, 300 árvores entraram na mira por apresentarem risco e serão substituídas por 1,5 mil mudas.

A meta, segundo a Prefeitura, é reduzir a queda de galhos que causam interrupção no fornecimento de energia e derrubam cabos eletrificados na rede pública.

O programa começou na última semana, com a remoção de árvores em situação crítica, especialmente leucenas, espécie invasora, na avenida Nelson da Veiga, área do Zoobotânico Municipal. Para cada árvore suprimida, a CPFL repassa cinco mudas adequadas ao ambiente urbano, que serão plantadas no mesmo local ou em áreas próximas.

A primeira etapa prevê a substituição de 300 árvores já avaliadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, todas com laudo de risco. A reposição resultará no plantio de 1.500 novas unidades. O setor de arborização do município realiza a análise individual de cada caso e autoriza a intervenção quando há incompatibilidade com a rede de energia ou risco de queda.

Escolha

A secretaria também aproveitou o início do programa para lançar uma cartilha educativa sobre a escolha correta de espécies e para orientar a população sobre os impactos da leucena, classificada como invasora na região. O município destaca que o foco do replantio será em espécies nativas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

“Esse projeto é bastante positivo para ambas as partes, Prefeitura e CPFL, pois reduz os riscos de quedas de árvores e de acidentes com a fiação elétrica, beneficiando principalmente a população, com mais segurança. Aqui em Rio Preto, estamos acrescentando como premissa o combate a uma espécie invasora, a leucena, ao mesmo tempo em que escolhemos espécies nativas compatíveis com o nosso bioma e benéficas para o meio ambiente, a fauna e a flora”, destaca o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, coronel Paulo Pagotto Júnior.

As mudas disponibilizadas para áreas próximas à rede elétrica incluem araçá, aroeira-salsa, ipê-branco, ipê-amarelo, pitangueira, quaresmeira, cambuí e manacá-da-serra. Em regiões sem fiação aérea, serão usadas espécies de maior porte, como cássia-do-nordeste, angico, cabreúva e diferentes variedades de ipês.

Segundo a Prefeitura, não há número máximo de árvores previstas para substituição. As intervenções dependerão da demanda e da constatação de risco.

A CPFL reforça que somente espécies inadequadas ou críticas serão removidas e que o plantio de árvores de grande porte deve ser evitado em calçadas e vias públicas próximas à fiação.

As ações seguem normas técnicas da ABNT sobre espaçamento e convivência entre vegetação e rede elétrica. O município afirma que o programa também traz benefícios ambientais, como aumento de sombra, redução da temperatura urbana, melhora da qualidade do ar e diminuição da poluição visual.

“O programa Arborização + Segura da CPFL Paulista integra a nossa atuação contínua na gestão da vegetação próxima à rede elétrica em toda a área atendida pela empresa. Em São José do Rio Preto, a assinatura do convênio estabelece que, para cada árvore substituída, serão doadas cinco mudas mais adequadas ao ambiente urbano, contribuindo para reduzir riscos de ocorrências na rede, reforçar a segurança da população e manter a confiabilidade do fornecimento de energia. O programa já completa 10 anos, está presente em 190 municípios da CPFL Energia e prevê até R$ 50 milhões em aportes até 2030,” afirma Orzila Ortega, consultora de relacionamento da CPFL Paulista.