Primos de Urupês pescam pirarucu de 135 quilos na prainha de Riolândia
Com linha de 35 libras, dupla "lutou" com o peixe gigante por duas horas

Dois primos de Urupês, apaixonados por pescaria, viveram uma experiência inesquecível no último final de semana, em Riolândia. Utilizando uma vara de pesca de 14 libras, indicada para peixes de até 6 quilos, e linha de 35 libras, que suporta até 16 quilos, Rodrigo Gatti e Maurício Costa fisgaram um pirarucu de impressionantes 135 quilos no último sábado, 24. O gigante nativo da Bacia Amazônica lutou por mais de duas horas no Rio Grande, mas foi vencido pela persistência da dupla.
“A sensação é indescritível, porque é um peixe muito grande, muito forte, muito pesado. Foi uma briga intensa, tivemos que revezar os dois, porque um sozinho não suportava fazer força com ele”, afirma Rodrigo.
Ele conta que há muitos anos pesca com o primo, com quem mantém uma bonita relação de amizade. O local preferido é o Rio Grande. Eles costumam viajar com frequência para Paulo de Faria, mas decidiram ancorar o barco em Riolândia pela segunda vez.
“A gente já sabia que tem Pirarucu por ali. Quinze dias antes estivemos em Riolândia e percebemos eles em alguns lugares. Fomos para pescar tucunaré, mas acabamos levando algumas tralhas que dava também para usar para pescar eles”, conta.
Após a captura do pirarucu, os primos seguiram para a margem da prainha e, rapidamente, foram cercados por dezenas de pessoas, curiosas e impressionadas. Foi preciso uma força-tarefa para colocar o peixe na caçamba de uma caminhonete.
Uma balança especial mostrou que o peixe pesava 135 quilos e tinha 2 metros e meio de comprimento. Quantidade suficiente para alimentar a família toda em Urupês, segundo Rodrigo.
Nativo da Bacia Amazônica, o pirarucu (Arapaima gigas) pode atingir até três metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos. Conhecido como "o terror da Amazônia", esse peixe é carnívoro e desempenha um papel crucial nos ecossistemas aquáticos da floresta amazônica, ajudando a manter o equilíbrio das populações de outras espécies. No entanto, sua presença em rios de outras regiões, como o rio Grande, tem gerado preocupações ambientais. Esse deslocamento geralmente ocorre devido à introdução por criadores ou pela fuga de indivíduos de criadouros locais, criando um impacto significativo nos ecossistemas não adaptados à sua presença.
Em dezembro do ano passado, um pescador fisgou um pirarucu de 160 kg no rio Marinheiro, afluente do rio Grande, em Cardoso.