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ARMAMENTO

Preso com arsenal em Rio Preto tinha registro como CAC cancelado e vendia armas pelas redes sociais

Com ele foram apreendidos fuzis e até granada, além de uma coleção de medalhas nazistas

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 24/07/2026 às 10:39Atualizado em 24/07/2026 às 10:51
Vendedor ilegal de armas tinha até medalhas nazistas (Deic Rio Preto)
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Vendedor ilegal de armas tinha até medalhas nazistas (Deic Rio Preto)
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Uma operação da Divisão Especializada em Investigação Criminais (Deic) de Rio Preto apreendeu um arsenal com fuzis, granada, munição de calibre restrito e mais de 800 projéteis em Rio Preto e Bady Bassitt. Um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A ação foi chamada de “Nuremberg”, porque foram apreendidas medalhas com símbolos nazistas.

Segundo o delegado André Vitor Amorim, o caso teve início após a polícia receber a denúncia de que um homem estava fazendo anúncios em redes sociais de vendas de armas de uso restrito, inclusive fuzis, sem ter autorização legal.

“Toda essa investigação partiu de informações de inteligência de que um indivíduo, que possuía registro como colecionador, atirador e caçador, estava com esse registro cancelado e, ao mesmo tempo, anunciava armas do acervo dele para venda nas redes sociais”, afirmou.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram 14 armas de diferentes calibres, incluindo fuzis de assalto, fuzis de caça, pistolas e revólveres, além de um rifle antigo de uso militar. Também foram apreendidas mais de 800 munições, uma granada e uma munição de calibre 40 milímetros.

O investigado foi localizado em Bady Bassitt, onde estava com uma pistola 9 milímetros. No local, também foram encontrados artefatos bélicos. “Chamou a atenção dos policiais que havia uma munição de canhão de calibre 40 milímetros e uma granada”, disse o delegado.

Já no imóvel em Rio Preto, apontado como local de guarda do acervo, foram localizadas diversas armas longas e curtas, além de grande quantidade de munições.

O delegado afirmou que o material apreendido chama atenção pela variedade e potencial ofensivo. “O arsenal chama atenção tanto pela variedade quanto pela quantidade expressiva de armas e munições, de diversos calibres e usos”, afirmou.

Durante a operação, também foram apreendidas insígnias com suástica. O investigado disse que os itens seriam relíquias de família, ligadas à Segunda Guerra Mundial. “Não há, até o momento, elementos que indicassem divulgação do nazismo”, explicou Amorim. Segundo o delegado, por esse motivo, não houve prisão em flagrante por crime previsto na lei de racismo. “O crime exige a prática de atos como divulgar ou comercializar esse tipo de material. Ele não foi flagrado praticando nenhuma dessas ações”, disse.

Valores

Ainda de acordo com a investigação, o suspeito anunciava as armas no WhatsApp, com valores elevados. “Ele anunciava, por exemplo, uma pistola por R$ 20 mil, um fuzil calibre 5.56 por R$ 80 mil e outro por R$ 25 mil”, afirmou.

O homem disse que as armas faziam parte de um acervo regular, adquirido quando possuía registro no Exército. No entanto, o documento foi posteriormente cancelado. “As armas foram, a princípio, adquiridas de forma legal. O problema surgiu com o cancelamento do registro”, explicou o delegado.

O suspeito trabalha em uma agência bancária em Nova Granada e não possui antecedentes criminais.

Ele passou por audiência de custódia e a Justiça deve decidir se responderá preso ou em liberdade. A Polícia Civil continua investigando a origem das armas e possíveis crimes relacionados à venda ilegal.