Corpo de mulher assassinada é encontrado em lixeira na Boa Vista, em Rio Preto
Polícia Civil de Rio Preto busca pistas da autoria e da motivação do crime

Moradores da rua Presciliano Pinto, na Boa Vista, em Rio Preto, acordaram com uma triste surpresa na manhã de quarta-feira, 18: o corpo de mulher morta, enrolado em um lençol rosa, abandonado em uma lixeira residencial. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto.
Até o fechamento desta edição, o Instituto Médico Legal (IML) tentava fazer a identificação da mulher, que tem idade de 35 a 40 anos, é morena clara, com estatura de média a baixa e várias tatuagens.
Esta é a primeira mulher assassinada em 2023 em Rio Preto. Por enquanto, o crime não foi considerado feminicídio, porque não se sabe se a vítima foi morta apenas por sua condição feminina ou se o morte está relacionada a outro assunto.
A Polícia Militar foi acionada às 7h35 pelos moradores, que a princípio estranharam o tamanho do objeto colocado na lixeira. Ao se aproximarem, moradores perceberam ser o corpo de uma pessoa.
“Eu vi o corpo ali na lixeira logo cedinho. Não sei quem colocou. Deve ter sido de madrugada, porque ninguém ouviu nada durante a noite”, diz um aposentado, que não quis se identificar. Segundo o tenente da PM Valdecir Porfírio, não foi encontrado nenhum documento junto ao corpo para que fosse feita a identificação da vítima.
Depois de fazer o isolamento da área do entorno da lixeira, a PM comunicou a Central de Flagrantes de Rio Preto. O delegado de plantão, Jonathan Marcondes, acionou peritos criminais. Após retirarem o tecido no entorno do corpo, foi constatado que, antes de ser enrolada no lençol, a mulher pode ter sido vítima de estrangulamento, devido às marcas no entorno do pescoço, feito com ajuda de fiação elétrica. O material foi apreendido.
“Além disso, tinha indícios de que ela tenha sido atingida por algum objeto de ferro, que deixou ferimentos. Ela foi muito agredida”, diz o delegado Jonathan.
Como não havia sinais de sangue próximo da lixeira, uma das hipóteses levantadas pela polícia é de que a mulher tenha sido assassinada em outro lugar e depois o corpo foi abandonado ali. “As investigações vão começar, vamos levantar possíveis testemunhas, imagens e encaminhar à Delegacia de Homicídios da Deic”, finaliza o delegado. O IML também vai especificar qual foi a causa e a hora da morte. Além disso, o exame de necrópsia vai descobrir qual era o estado da saúde da mulher, antes de ser assassinada.
Ainda no local do crime, digitais das mãos da vítima foram colhidas pelos peritos criminais, para serem comparadas com o banco de dados do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) para conseguir a identificação da vítima.
Paralelo ao trabalho pericial, a Deic tenta pistas sobre autoria e a motivação do homicídio, por meio de imagens de câmeras de monitoramento na região e testemunhos.
O casal de moradores da casa onde está instalada a lixeira preferiu não dar entrevista.
Insegurança
Moradores reclamam da falta de segurança daquele trecho do bairro Boa Vista. “Está muito difícil morar por aqui. Toda semana tem uma história de uma casa arrombada e furtada. Teve um amigo meu que teve a casa furtada duas vezes em duas semanas. Difícil viver assim”, reclama uma dona de casa.
Os moradores também reclamam do aumento da presença de pessoas em situação de rua durante o dia todo em circulação pelo bairro. (Colaborou Joseane Teixeira)