Polícia prende quatro pessoas por torturar devedores em esquema de agiotagem na região de Rio Preto
A investigação é da Delegacia de Polícia de Ariranha, que apura a atuação de um grupo suspeito de agredir, ameaçar e intimidar pessoas para cobrar dívidas

A Polícia Civil prendeu quatro homens suspeitos de movimentar um esquema de agiotagem, seguido de extorsão e tortura de devedores em Ariranha. As investigações começaram após as vítimas denunciarem ter sofrido violentos métodos de cobranças da quadrilha.
Prisões
As prisões ocorreram em duas etapas. O suposto líder, um comerciante, foi preso no sábado, 7, e mais três comparsas foram pegos na segunda-feira, 9. Todos estão temporariamente recolhidos na cadeia pública de Catanduva.
A investigação é da Delegacia de Polícia de Ariranha, que apura a atuação de um grupo suspeito de agredir, ameaçar e intimidar pessoas para cobrar dívidas. Segundo a apuração, algumas vítimas eram submetidas a violência física e psicológica e, em certos casos, as agressões eram filmadas e divulgadas para aumentar a pressão.
De acordo com a Polícia Civil, algumas vítimas tinham medo de registrar ocorrência, o que dificultou a coleta inicial de provas. Com o avanço das investigações, surgiram novos indícios que levaram às prisões.
Investigação
No dia 27 de fevereiro, alguns dos investigados torturaram e filmaram uma das vítimas, divulgando em rede social com a finalidade de intimidar outras pessoas. A motivação do crime seria dívida decorrente de empréstimo de dinheiro a juros exorbitantes.
Em outra ocasião, após ser ameaçada sistematicamente, uma das vítimas mudou de cidade.
Outra vítima teve a casa invadida e os bens subtraídos para quitar suposta dívida.
Continuidade
Segundo o delegado responsável pela investigação, Bruno Quiudini, as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e novas vítimas. A polícia também não descarta a existência de outros crimes ligados ao grupo.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tortura e extorsão, cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão, dependendo das circunstâncias apuradas no processo.de