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OPERAÇÃO CASH FACE

Polícia de Catanduva prende quadrilha que usava biometria facial para aplicar golpes em idosos

Para obter os registros do rosto das vítimas, duas mulheres se passavam por agentes comunitárias de saúde

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 18/06/2026 às 16:05Atualizado em 18/06/2026 às 16:17
Cartões e celulares apreendidos com os golpistas (Seccional de Catanduva)
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Cartões e celulares apreendidos com os golpistas (Seccional de Catanduva)
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A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva prendeu nesta quinta-feira, 18, cinco homens suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada em dar golpes em idosos. Eles utilizavam o registro digital dos rostos das vítimas para autorizar eletronicamente empréstimos em grandes valores, sem o consentimento das pessoas.

O bando é investigado pelos crimes de estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A ofensiva mobilizou 31 policiais civis e 11 viaturas e contou com apoio de unidades especializadas da Capital e do Interior.

Para obter os registros dos rostos das vítimas, duas mulheres se passavam por agentes comunitárias de saúde. Com o uso de celular, elas já abriam o registro do rosto das vítimas diretamente nos aplicativos de bancos em que queriam fazer os empréstimos ou armazenavam as imagens para utilizar os rostos para o mesmo fim.

As ações da polícia ocorreram de forma simultânea nas cidades de São Paulo, Osasco, Mogi das Cruzes e Biritiba-Mirim. Durante a aplicação das medidas judiciais, os cinco suspeitos foram presos temporariamente e sete mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos. Entre os materiais apreendidos estão diversos aparelhos celulares, notebooks, pendrives e crachás e fichas de atendimento médico falsificadas.

Segundo a investigação, o grupo aplicou golpes em idosos em suas residências, usando identidades funcionais e crachás falsos para alegar a necessidade de “atualização cadastral”. Durante os atendimentos presenciais, os criminosos capturaram dados pessoais e a biometria facial das vítimas. Com essas informações, passaram a abrir contas digitais em nome dos alvos, contratar empréstimos e transferir os valores por meio do PIX.

Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos a análise e remoção de dados para detalhar as apurações, identificar outros membros da organização e mapear o total de vítimas. A polícia trabalha com a hipótese de que o prejuízo financeiro seja bem superior ao já levantado.

Para garantir o ressarcimento das vítimas e impedir a ocultação de patrimônio, a Justiça determinou o bloqueio de contas e investimentos financeiros dos investigados e a indisponibilidade de bens que somam aproximadamente R$ 3 milhões. Os cinco detidos passaram por exame de corpo de delito e ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia.

A DIG de Catanduva orienta a população, especialmente as pessoas idosas e seus familiares, a desconfiar de visitas não agendadas que solicitem atualização de dados, biometria ou documentos, e a confirmar a transmissão de profissionais por canais oficiais antes de fornecer qualquer informação pessoal.