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INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil prende homem por agiotagem e extorsão em Rio Preto

Segundo a investigação, o homem operava sistema financeiro clandestino, impondo juros abusivos e utilizando grave ameaça como método de cobrança

por Redação
Publicado há 2 horasAtualizado há 2 horas
Objetos apreendidos na casa do investigado (Divulgação)
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Objetos apreendidos na casa do investigado (Divulgação)
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG) do Núcleo de Polícia Judiciária do 1º, 2º e 5º Distritos Policiais de Rio Preto, prendeu um homem por agiotagem e extorsão nesta segunda-feira, 27. Segundo a investigação, estima-se que o lucro obtido por ele ultrapassa R$ 5 milhões.

Segundo a polícia, a ação é resultado de investigação que identificou a atuação de um indivíduo responsável por operar sistema financeiro clandestino, impondo juros abusivos e utilizando grave ameaça como método de cobrança. "Prática que, além de ilegal, gera forte impacto social e coloca em risco a integridade das vítimas", informou a polícia.

Os investigadores reuniram elementos e evidências e representaram pela expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar, medida autorizada pelo Poder Judiciário. Durante a ação no imóvel, no bairro Jardim Laranjeiras, os policiais civis localizaram e apreenderam 28 munições íntegras de calibre .32, além de dois aparelhos celulares, um computador (CPU) e vasta documentação vinculada à atividade ilícita. Entre os documentos estavam notas promissórias e instrumentos de confissão de dívida, evidenciando a estrutura organizada do esquema criminoso.

Foi dada voz de prisão em flagrante ao investigado pela prática do crime de posse irregular de munição de uso permitido.

"Ressalta-se que o indivíduo já ostenta histórico de envolvimento com a mesma prática criminosa, circunstância que demonstra reiteração delitiva, desprezo às determinações judiciais e elevado grau de periculosidade, motivo pelo qual não foi arbitrada fiança, permanecendo o preso à disposição da Justiça," afirmou a polícia.