SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 23 DE OUTUBRO DE 2021
SUSPEITA DE GOLPE

Polícia apura desenterro irregular de corpo em Palmares Paulista

Duas pessoas que diziam ser do Poder Judiciário forçaram o coveiro a abrir a sepultura e ainda apertar a bochecha de um homem que tinha acabado de ser enterrado

Marco Santos
Publicado em 10/02/2021 às 11:53Atualizado em 06/06/2021 às 12:11

A Delegacia de Polícia Civil de Palmares Paulista abriu inquérito para investigar o desenterro irregular de um corpo no cemitério da cidade. Um homem e uma mulher que diziam ser do Poder Judiciário obrigaram o coveiro a abrir a sepultura do empresário Tiago Trancoso, 39 anos, que tinha acabado de ser enterrado, e ainda fizeram o funcionário apertar a bochecha do morto.

Tiago morreu no dia 3 de fevereiro, no Camboriú, Santa Catarina. O caso é registrado como suicídio pela polícia local. O corpo foi transladado para Catanduva, onde foi preparado em uma funerária para ser sepultado no dia 6 de fevereiro, no cemitério Euclides Rocha, em Palmares Paulista. 

Registrado na delegacia da cidade como vilipêndio a cadáver, o caso ocorreu às 11h do último sábado, 6. O sepultamento tinha ocorrido horas antes. O coveiro foi procurado pelo homem e pela mulher, que chegaram em dois carros, o homem em um veículo branco e a mulher em um vermelho.

O homem se apresentou ao coveiro como funcionário da Justiça, dizendo que a cova de Tiago deveria ser reaberta para conferir se não tinha sido enterrado um boneco no lugar do corpo.

Após abrir o caixão, o homem teria ordenado que o coveiro apertasse a bochecha do empresário. Depois tirou uma série de fotos pelo celular. Durante tudo isso, a mulher teria chutado vasos de flores de decoração de túmulos próximos e proferido palavrões. Logo em seguida, os dois foram embora em seus carros.

Depois de relatar o caso para a coordenação do cemitério, dois dias depois, o coveiro foi orientado pela Prefeitura de Palmares a registrar um boletim de ocorrência.

A chefe de gabinete da prefeitura de Palmares Paulista, Lucelene Garcia, afirma que a orientação foi levar o caso até a polícia, porque não foi encontrada nenhuma ordem judicial com a determinação de reabertura da cova.

A polícia abriu inquérito, mas o delegado não foi encontrado para comentar as investigações. O caso ainda é um mistério para os moradores de Palmares.

 
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