Polícia Ambiental de Rio Preto desarticula venda ilegal de aves em redes sociais
Ação Policial da 1ª Cia de Polícia Ambiental de São José do Rio Preto interrompeu rota de tráfico digital que retirava animais da natureza; três aves não resistiram às condições degradantes e morreram

Policiais Militares Ambientais da 1ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia Ambiental realizaram, neste domingo, 15, uma ação policial que resultou na apreensão de 66 pássaros silvestres em Rio Preto. As aves, capturadas diretamente da natureza, eram comercializadas ilegalmente através de anúncios em redes sociais. Três animais não resistiram às condições precárias e morreram.
A ação ocorreu após o monitoramento contínuo realizado pela Corporação nos ambientes digitais, onde os infratores anunciavam livremente os espécimes de diversas espécies nativas. Ao chegarem aos locais indicados, os policiais constataram que as aves estavam confinadas em gaiolas sujas, minúsculas e sem ventilação adequada, apresentando sinais evidentes de maus-tratos, estresse extremo e nutrição inadequada. "A morte de três exemplares antes mesmo da conclusão do resgate evidencia a crueldade inerente a essa cadeia criminosa", afirmou a polícia.
Os responsáveis pelos anúncios e pela posse ilegal dos animais foram identificados e qualificados. Eles responderão criminalmente por tráfico de animais silvestres e maus-tratos, além de receberem multas administrativas. Os pássaros sobreviventes foram encaminhados para avaliação médico-veterinária e, posteriormente, reintroduzidos na natureza.
Monitoramento constante
A Polícia Ambiental reitera que o monitoramento do comércio ilegal de fauna nas redes sociais é constante e estratégico para desarticular essas redes que se valem do anonimato digital para lucrar com a biodiversidade do Noroeste Paulista. A Corporação destaca a importância fundamental da colaboração da população.
Denúncias sobre captura, cativeiro, venda ou maus-tratos a animais silvestres podem ser feitas de forma anônima e segura através do telefone 190.