SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2021
CRIME

Polícia recupera 72 cabeças de gado furtadas em Palestina

Foram recuperados 72 animais em fazenda de Aparecida d’Oeste

Marco Antonio dos SantosPublicado em 23/07/2021 às 21:32Atualizado há 24/07/2021 às 08:42
Local alugado pela quadrilha para deixar o gado furtado (Fotos: Divulgação/Polícia Civil)

Local alugado pela quadrilha para deixar o gado furtado (Fotos: Divulgação/Polícia Civil)

A Divisão Especializada em Investigações Criminais de Rio Preto (Deic) recuperou 72 animais furtadas no dia 14 de julho de uma propriedade rural em Palestina. As 58 vacas e 14 bezerros são avaliados em R$ 300 mil. Os animais foram apreendidos nesta quinta-feira, 22, em uma área rural de Aparecida d’Oeste.

Inicialmente o pecuarista chegou a relatar para a polícia o furto de 34 cabeças. Só ficou sabendo que o prejuízo era maior depois que a Deic informou a recuperação do gado.

O delegado do caso, Paulo José Buchala Júnior, afirma que tudo leva a crer que o crime foi cometido por uma quadrilha especializada em furto de gado. “Pelo que percebemos houve uma ação planejada, com logística, porque eles chegaram na propriedade rural, construíram um embarcador para colocar os animais em dois caminhões próprios para transporte de gado e também tinham lugar escolhido para deixar os animais.”

Para fazer um embarcador são necessárias em média duas horas de trabalho. O furto não foi percebido imediatamente, porque a quadrilha escolheu pegar o gado que estava em um local que fica distante da sede da fazenda.

O caso começou a ser esclarecido quando os policiais descobriram os dois caminhões usados para transportar o gado. Os veículos estavam parados para reparos em uma oficina de Rio Preto. A partir deste ponto, a Deic obteve pistas sobre a localização do gado em Aparecida d’Oeste.

“Depois de dois dias de procura, encontramos o gado em uma propriedade rural naquela cidade. Para ter certeza, enviamos por celular uma foto de uma marca do gado, que estava quase sobreposta, porque tentaram colocar outra em cima. Mesmo assim, a vítima do furto reconheceu imediatamente”, diz o delegado.

Confirmada a identificação do gado, a polícia foi até o dono da propriedade. O agricultor alegou ter apenas locado a fazenda para uma pessoa, que após contrato deixou as 72 cabeças de gado.

O locador da fazenda, suspeito de fazer parte da quadrilha, chegou a ser identificado pela Deic, mas ele não foi encontrado no endereço fornecido ao dono da propriedade rural.

O delegado suspeita que a quadrilha tenha deixado o gado na propriedade rural , enquanto fazia a preparação de documentação falsa de posse dos animais, para depois fazer a revenda dos bovinos.

"As investigações continuam para identificação e prisão dos integrantes da quadrilha. Vamos verificar se há participação deles em outros furtos de gado na região. Este tipo de crime tem aumentado nos últimos dois anos devido à valorização da arroba do gado”, diz o delegado.

A Polícia Civil teve de alugar veículos para transportar as 72 cabeças de gado para a propriedade rural em Palestina. Os dois caminhões boiadeiros encontrados na oficina de Rio Preto vão permanecer apreendidos até o fim das investigações.

Criminosos tentaram esconder marca do dono dos animais (Fotos: Divulgação/Polícia Civil)
 
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