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MEIO AMBIENTE

Piscicultores perdem 30 toneladas de peixes no rio Tietê em Ubarana

Segundo a Coordenadoria do Meio Ambiente de Ubarana, o prejuízo estimado é de aproximadamente

por Núcleo Digital
Publicado em 21/03/2025 às 14:14Atualizado em 21/03/2025 às 20:00
Na foto, o rio verde na 'Prainha de Ubarana', que atualmente segue impropria para banho (Divulgação)
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Na foto, o rio verde na 'Prainha de Ubarana', que atualmente segue impropria para banho (Divulgação)
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Devido a um fenômeno conhecido como eutrofização, piscicultores tiveram prejuízos estimados em 30 toneladas de tilápias mortas em tanques-rede no Ribeirão Fartura, abastecido pelo rio Tietê em Ubarana.

Segundo a Coordenadoria do Meio Ambiente do município, as equipes começaram a notar mudanças na água desde a última sexta-feira, 14.

Segundo a pasta, a mudança está diretamente ligada ao processo de eutrofização, fenômeno em que há um acúmulo de nutrientes vindos do uso de agrotóxicos nas lavouras e do despejo de esgoto não tratado.

Durante o período de chuvas, esse quadro se intensifica quando esses nutrientes acabam sendo carregados aos rios, causando a reprodução de algas que acabam com a oxigenação, o que leva à morte dos peixes.

Além da mortandade de peixes, o espaço de lazer Gentil Moreira, popularmente conhecido como “Prainha de Ubarana”, ficou impróprio para banho.

A pasta de turismo do município afirmou que o local está funcionando normalmente, estando restrita apenas a entrada nas águas neste momento.

Ao Diário, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que realizou inspeções no rio Tietê na região de Ubarana para monitorar e fiscalizar possíveis fontes de poluição, após a constatação da mortandade dos peixes.

“Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise”, afirma em nota.

Ainda segundo a Cetesb, entre 2021 e 2025, foram realizadas 926 inspeções na região, com aplicação de 80 penalidades a empreendimentos que descumpriram normas ambientais.

A prefeitura de Ubarana, em nota, informou que prestou apoio aos piscicultores, disponibilizando máquinas para a escavação de valas e o enterro adequado dos peixes mortos.

“Lamentamos profundamente o impacto desse evento, especialmente por ter atingido diretamente a subsistência dos piscicultores, que se preparavam para a comercialização dos peixes durante o período da Quaresma.”, conclui.

(Colaborou Diego Bressant)