Piracema termina com queda de 24,8% nas multas em pescadores na região de Rio Preto
A fiscalização ocorreu entre 1º de novembro de 2025 e 31 de janeiro de 2026, período em que a pesca de espécies nativas ficou proibida para garantir a reprodução dos peixes.

A Polícia Ambiental emitiu 286 autuações ambientais durante a Piracema que terminou na madrugada deste sábado, 28. Uma queda de 24,8% em comparação com a fiscalização feita no mesmo período no ano passado.
A fiscalização ocorreu entre 1º de novembro de 2025 e 31 de janeiro de 2026, período em que a pesca de espécies nativas ficou proibida para garantir a reprodução dos peixes.
Por outro lado, houve aumento na metragem de redes apreendidas, que passou de 4.716 metros para 5.226 metros, acréscimo de 510 metros, alta de cerca de 10,8%.
Conforme o comparativo, o total de pescadores fiscalizados passou de 6.683 para 6.149, redução de 534 pessoas, o que representa queda de aproximadamente 8%, em comparação com os últimos dois anos.
Já a quantidade de pescado apreendido apresentou queda expressiva. Foram 1.876 quilos no ciclo 2024-2025, ante 754,35 quilos no período atual, redução de 1.121,65 quilos, o que corresponde a aproximadamente 59,8% a menos
De acordo com o comandante da 1ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia Ambiental, capitão Antônio Carlos Pilon, os números demonstram a efetividade das ações.
“O balanço foi positivo. Os números mostram uma fiscalização bem efetiva voltada ao fechamento da pesca. Ainda assim, evidenciam que ainda há pessoas que não respeitam o período de defesa”, afirmou o comandante.
Com o fim da Piracema, a pesca das espécies nativas volta a ser permitida nas bacias dos rios Grande e Paraná, desde que respeitadas as regras de tamanho mínimo e quantidade. Para o pescador amador, permanece o limite de 10 quilos de peixe mais um exemplar. Já o pescador profissional pode utilizar redes e tarrafas, obedecendo às medidas de malha, tamanho dos petrechos e distâncias previstas na legislação.
A fiscalização segue intensificada neste fim de semana nos rios Grande, Tietê e Turvo, com equipes acompanhando a abertura da pesca em pontos estratégicos da região.