Pecuarista de Rio Preto é preso após ser condenado a 7 anos de prisão por acidente com morte
Ele dirigia uma caminhonete na rodovia Washington Luís quando capotou; um passageiro morreu e outro ficou gravemente ferido

Um pecuarista de 55 anos, morador de Rio Preto, foi preso neste fim de semana após ser condenado a 7 anos e 3 meses de prisão por ter causado a morte de um passageiro e lesões corporais graves em outro em um acidente de trânsito. As vítimas eram ocupantes da caminhonete que ele dirigia, sob efeito de álcool.
O acidente aconteceu em fevereiro de 2020 na rodovia Washington Luís, em Rio Preto.
Segundo informações do processo, por volta das 23h15 do dia 21 de fevereiro de 2020, o pecuarista Armando Miglioli Netto dirigia uma Hilux pela rodovia, transportando no banco do passageiro dianteiro um vizinho de sítio, um comerciante de 30 anos, e no banco traseiro o primo do vizinho, um lavrador de 37 anos.
Na altura do km 428+700, o pecuarista perdeu o controle da direção e capotou. Ele afirmou ter sido fechado por um Celta.
Com ferimentos leves, o motorista soprou o bafômetro, que indicou a ingestão de álcool.
Já os dois passageiros foram internados em estado gravíssimo no Hospital de Base.
O lavrador morreu após um mês internado. Já o comerciante, que sofreu traumatismo craniano, fratura em uma vértebra do pescoço e fratura na mão direita, recebeu alta médica depois de ser submetido a diversas cirurgias.
Na justiça, ele depôs a favor do pecuarista, dizendo que ele não teve culpa no acidente. Ainda assim, a Justiça manteve a condenação.
“Ainda que a situação do veículo Gm/Celta tenha existido, é cediço que a embriaguez afeta a coordenação do ser humano, logo a reação do réu à situação de risco estava prejudicada, fazendo com que ele perdesse o controle do veículo e provocasse o acidente. Assim, conclui-se que ele agiu com culpa, ante a negligência ao conduzir o veículo sob o efeito de álcool”, escreveu a juíza Gláucia Véspoli Oliveira, ao aplicar a sentença em janeiro de 2023.
A defesa do pecuarista recorreu, mas conseguiu apenas reduzir seis meses da sentença.
Após o trânsito em julgado, o mandado de prisão foi expedido. Miglioli Neto, que havia respondido o processo em liberdade, foi preso na última sexta-feira, 3, no residencial Santa Regina, em Rio Preto.