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ESTELIONATO

Patrão e funcionário são presos em Rio Preto após simularem roubo de ouro para enganar seguro

A carga de nove quilos está avaliada em R$ 6 milhões; equipe da Central de Flagrantes desconfiou da versão do funcionário sobre roubo

por Joseane Teixeira
Publicado em 22/07/2026 às 17:02Atualizado em 22/07/2026 às 17:16
Peritos analisam carro /barras de ouro apreendidas (Marco Antonio dos Santos / Polícia Civil (montagem))
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Peritos analisam carro /barras de ouro apreendidas (Marco Antonio dos Santos / Polícia Civil (montagem))
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Dois homens foram presos em flagrante nesta quarta-feira, 22, pela Polícia Civil de Rio Preto, após simularem um roubo de nove barras de ouro avaliadas em R$ 6 milhões com o objetivo de receberem reembolso da seguradora. O golpe foi descoberto por equipe da Central de Flagrantes de Rio Preto, com o apoio da Deic, que desconfiou da versão apresentada pelo funcionário da empresa.

Segundo o apurado pela reportagem, o homem, de 36 anos, compareceu ao Plantão Policial onde relatou ter sido abordado por criminosos em um Polo preto quando transitava pela rodovia Washington Luís, próximo a Potirendaba.

O funcionário afirma que seguia para São Paulo em uma Fiat Toro blindada. O objetivo era realizar uma entrega a qual ele acreditava ser barras de ouro. O material, que pesava nove quilos, estava em uma mochila, guardada em um baú do carro.

Segundo o homem, ao ser interceptado, ele acreditou que o motorista pediria desculpas por uma manobra brusca, por isso baixou o vidro, sendo rendido com a arma. Um dos criminosos teria tomado a direção do carro e seguido até um local menos movimentado. Após tomarem posse da carga, o funcionário foi abandonado com o carro, e ileso.

Chamou a atenção das equipes policiais algumas inconsistências na versão do funcionário, como o celular dele, supostamente roubado, continuar chamando (ao invés de estar desligado) e a falta de rastro de veículos no local indicado na suposta abordagem criminosa.

Enquanto isso, peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para verificação de possíveis impressões digitais no carro.

Ao apurarem que o funcionário havia passado a noite na casa da namorada, uma equipe seguiu para o local e encontrou a mochila com as barras de ouro no sofá, juntamente com o celular do homem.

No imóvel havia ainda um carregador de pistola – posteriormente justificada pelo fato de ele ser CAC – caçador, atirador e colecionador.

Questionado, o funcionário acabou confessando que foi convencido pelo patrão a simular o roubo com o objetivo de receber indenização da seguradora.

Quando o empresário esteve na Central de Flagrantes para tomar conhecimento do roubo, ele também foi preso em flagrante.

O homem é proprietário de uma empresa de recuperação de metais. À Polícia Civil ele afirmou que as barras seriam apenas banhadas a ouro – outra informação que gerou desconfiança em razão do peso da carga. As peças foram apreendidas e serão periciadas.

O caso foi registrado como estelionato.

Participaram do flagrante policiais civis coordenados pelos delegados Matheus Costa, Alceu Lima de Oliveira Júnior e Wander Solgon.

Colaborou Marco Antonio dos Santos