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ENTENDER PARA CUIDAR

Palestra gratuita em Rio Preto aborda sintomas, diagnóstico e prevenção do Alzheimer

Neurologista Fábio de Nazaré apresenta panorama atualizado sobre uma das doenças que mais crescem com o envelhecimento da população

por Salomão Boaventura
Publicado em 24/06/2026 às 09:29Atualizado em 24/06/2026 às 09:49
Palestra na Sociedade de Medicina de Rio Preto discute fatores de risco, sinais de alerta e os avanços mais recentes no combate ao Alzheimer (Divulgação)
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Palestra na Sociedade de Medicina de Rio Preto discute fatores de risco, sinais de alerta e os avanços mais recentes no combate ao Alzheimer (Divulgação)
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O envelhecimento da população brasileira tem ampliado o número de pessoas afetadas pelo Alzheimer e colocado a doença entre os principais desafios de saúde pública do País. Em meio a esse cenário, a Sociedade de Medicina e Cirurgia (SMC) de Rio Preto promove neste sábado, 27, uma palestra gratuita voltada à população para esclarecer dúvidas sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e formas de prevenção da doença.

Com o tema "Alzheimer: o que todo mundo precisa saber", o encontro integra a programação do Café de Sábado e será conduzido pelo neurologista Fábio de Nazaré. A atividade começa às 8h30, na sede da SMC, também conhecida como Clube dos Médicos, localizada na Alameda Dr. Oscar de Barros Serra Dória, 5.661, no bairro São Manoel.

Durante a palestra, o especialista vai abordar desde os primeiros sinais da doença até os avanços mais recentes no tratamento, além de discutir fatores que podem contribuir para a preservação da saúde cerebral ao longo da vida.

As vagas para a palestra são gratuitas e abertas ao público. Informações podem ser obtidas pelo telefone (17) 3227-7577.

O interesse pelo tema acompanha uma realidade que vem ganhando dimensão no País. Estimativas apontam que entre 1,2 milhão e 1,8 milhão de brasileiros convivem atualmente com algum tipo de demência. A projeção é que esse número alcance cerca de 5,7 milhões de pessoas até 2050, impulsionado principalmente pelo aumento da expectativa de vida.

Segundo Fábio de Nazaré, um dos principais desafios ainda é a falta de diagnóstico em grande parte dos casos. "As pessoas precisam saber mais sobre o Alzheimer, pois a maioria dos casos ainda não recebe diagnóstico formal, o que dificulta o acesso ao tratamento, ao acompanhamento adequado e ao suporte às famílias", ressalta o médico, que atua no Hospital de Base, no Instituto de Neurologia de Rio Preto e é diretor científico da Associação Paulista de Medicina (APM) Regional de Rio Preto.

A incidência da doença aumenta progressivamente com a idade. Enquanto a prevalência é de cerca de 2% entre pessoas de 65 a 69 anos, pode ultrapassar um terço da população acima dos 90 anos.

Estudos recentes indicam que as alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer podem começar muitos anos antes dos sintomas mais conhecidos, como a perda de memória. Mudanças no padrão de sono, oscilações de humor, dificuldades de atenção e perda de concentração estão entre os sinais que vêm sendo observados por pesquisadores.

As investigações também têm avançado na compreensão da relação entre a doença e fatores como inflamação crônica, resistência à insulina, distúrbios do sono e alterações hormonais, especialmente em mulheres após a menopausa. Paralelamente, cresce o consenso científico de que hábitos saudáveis — entre eles a prática regular de atividade física, o estímulo cognitivo, o controle de doenças cardiovasculares, o sono de qualidade e a manutenção de vínculos sociais — podem contribuir para reduzir riscos e retardar o desenvolvimento da doença.