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OPERAÇÃO TORNEIRA

Operação do Gaeco contra o PCC tem mandado cumprido em Rio Preto

Ação do Gaeco apura esquema que movimentou R$ 230 milhões em empresas de fachada; Araçatuba, Birigui e Penápolis também são alvos da "Operação Torneira"

por Da Redação
Publicado em 16/06/2026 às 16:11Atualizado em 16/06/2026 às 16:27
Operação ocorreu a partir de investigação em Jundiaí (Reprodução)
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Operação ocorreu a partir de investigação em Jundiaí (Reprodução)
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com as Polícias Civil e Militar, cumpriu nesta terça-feira, 16, mandados de busca e apreensão em Rio Preto e em outras 11 cidades do Estado. A operação tem o objetivo de desarticular um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo, os agentes cumpriram 43 mandados de busca. A operação tem forte impacto no Noroeste Paulista: além de Rio Preto, as equipes também realizaram buscas nos municípios de Birigui, Penápolis e Araçatuba. A ação abrange ainda a capital paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Orlândia e Ribeirão Preto.

Segundo o Gaeco, a investigação teve início após a descoberta de um núcleo de traficantes ligados ao PCC que atuava a partir da região de Jundiaí. O grupo costumava se reunir frequentemente em uma área conhecida como "Torneira", o que batizou a operação.

A partir desse monitoramento, as autoridades chegaram a um robusto esquema de lavagem de dinheiro utilizado pelos criminosos para dar aparência legal ao lucro do tráfico. O golpe envolvia a abertura de diversas empresas fantasmas no nome de "laranjas" baseados no interior de São Paulo, com ramificações se espalhando por todas as regiões do Estado, incluindo Rio Preto.

Os promotores identificaram movimentações financeiras milionárias. Somados, os valores giram em torno de R$ 230 milhões. Para frear o capital do crime organizado, a Justiça acatou o pedido do Gaeco e determinou o bloqueio imediato de R$ 20 milhões de cada empresa relacionada ao esquema.

O grande aparato montado para a operação nesta terça-feira conta com o apoio tático de grupamentos especializados, incluindo equipes do 1º, 9º, 10º e 11º Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baep), Força Tática de batalhões do interior, Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior-10 (Deinter-10).