Operação da Polícia Civil de Rio Preto prende três pessoas por fraudes bancárias milionárias e apreende até fuzil

Ex-gerentes de banco se valiam das funções para viabilizar e acobertar fraudes estruturadas mediante a criação de empresas fantasmas, com prejuízo estimado em R$ 3 milhões; foram apreendidos veículos, relógios, dinheiro e um fuzil T4

por Redação
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Armas e objetos apreendidos pela Polícia Civil (Divulgação/Polícia Civil)
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Armas e objetos apreendidos pela Polícia Civil (Divulgação/Polícia Civil)
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A Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto deflagrou na manhã desta segunda-feira, 23, a Operação “Espelho Quebrado”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por um sofisticado esquema de fraude bancária milionária.

A ação foi da 3ª Equipe da 1ª DIG, com apoio do Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) e do Grupo de Operações Especiais (GOE). Durante a operação, foram cumpridos sete mandados judiciais, sendo três de prisão temporária. As equipes policiais também realizaram a apreensão de diversos veículos, relógios de alto valor, quantias em dinheiro e armamento de grosso calibre, incluindo um fuzil T4 e uma pistola calibre 9mm.

A polícia não divulgou os nomes dos presos.

As investigações revelaram que o grupo era liderado por ex-gerentes de uma instituição financeira tradicional, que se valiam de suas funções para viabilizar e acobertar fraudes estruturadas mediante a criação de empresas fantasmas. Por meio dessas empresas, eram abertas contas bancárias utilizadas para a emissão de duplicatas simuladas e obtenção de créditos fraudulentos, gerando lucros ilícitos expressivos.

O esquema criminoso se sustentava justamente pelo controle interno exercido pelos próprios gerentes envolvidos, que garantiam a aparência de legalidade das operações. Após a descoberta das irregularidades por auditoria da instituição financeira, os investigados se desligaram de seus cargos e passaram a utilizar os valores obtidos ilicitamente para investir em negócios próprios, buscando mascarar a evolução patrimonial incompatível com suas rendas declaradas.

O prejuízo causado pela ação criminosa já ultrapassa a marca de R$ 3 milhões, podendo esse valor ser ainda maior conforme o avanço das investigações.

A Polícia Civil segue com as diligências para identificação de outros possíveis envolvidos e recuperação de ativos, reafirmando seu compromisso no combate qualificado às organizações criminosas e à criminalidade econômica.