Operação da Polícia de Rio Preto prende suspeito e apreende carros de luxo, armas e R$ 1,75 milhão
Ação contra grupo acusado de fraudes financeiras ocorre nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul; entre os bens recolhidos estão carros BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep, além de sete relógios Rolex e um Cartier

A Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto prendeu um homem e apreendeu 11 veículos de luxo, quatro armas de fogo e valores que ultrapassam R$ 1,75 milhão na Operação Castelo de Cartas. A ação visa desarticular quadrilha especializada em fraudes financeiras e é conduzida pela unidade do Deinter 5 e ocorre nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A primeira fase ocorreu na segunda-feira, 26, em condomínios de alto padrão de Rio Preto, onde foi cumprida parte dos mandados de busca e um homem acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma. O nome dele não foi divulgado. Entre os bens recolhidos estão carros BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep, além de sete relógios Rolex e um Cartier.
De acordo com a Deic de Rio Preto, a investigação começou em abril de 2025 e apura a atuação de um grupo especializado em fraudes financeiras. O esquema consistia em atrair empresários para compra de cotas de empresas de fachada, com promessa de lucros elevados e suposto vínculo com um grande grupo do setor de gás e energia no Mato Grosso do Sul. As vítimas, espalhadas por diferentes cidades, tiveram prejuízos milionários.
A segunda fase da operação foi desencadeada na manhã desta quarta-feira, 28, em Campo Grande (MS), onde equipes da Deic cumprem novos mandados de busca para ampliar a coleta de provas, identificar outros envolvidos e reforçar o material reunido no inquérito.
"O resultado parcial aponta apreensão de mais de R$ 250 mil em dinheiro, cheques e notas promissórias que somam mais de R$ 1,5 milhão, 10 veículos de luxo, quatro armas de fogo, dois iPhones de última geração, cartões bancários, máquinas de cartão e farta documentação. Todos os materiais foram colocados à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme autorização judicial," afirma a Deic.