'Ônibus tombou e foi escorregando pela pista', diz padre de Rio Preto sobre acidente na Washington Luís

Padre Marco Chiquetto era um dos passageiros do veículo que saiu de Rio Preto e seguia para Aparecida quando tombou em Uchoa

por Marco Antonio dos Santos
Publicado há 3 horasAtualizado há 3 horas
Passageiros após o tombamento do ônibus na rodovia Washington Luís (Colaboração/leitor)
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Passageiros após o tombamento do ônibus na rodovia Washington Luís (Colaboração/leitor)
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O padre Marco Chiquetto, uma das vítimas do acidente envolvendo um ônibus na rodovia Washington Luís (SP-310), na região de Rio Preto, relatou momentos de tensão vividos pelos passageiros no momento em que o veículo perdeu o controle e tombou na pista.

Segundo ele, o ônibus havia saído de Rio Preto e seguia viagem sob chuva moderada quando ocorreu o acidente.

“Estava chovendo, mas não muito forte. Perto de Uchoa o motorista perdeu o controle. Eu estava mexendo no celular e percebi quando o ônibus começou a deslizar na pista. Ele foi para o acostamento, voltou para a pista e começou a deslizar de novo, até tombar”, contou.

De acordo com o padre, após o tombamento o ônibus continuou deslizando pela rodovia.

“O ônibus tombou e foi escorregando pela pista. Algumas pessoas se machucaram, mas a maioria estava consciente”, afirmou.

Ele também relatou que um caminhão acabou batendo na parte traseira do veículo, pois não conseguiu frear a tempo.

“Depois veio um caminhão que não conseguiu parar e bateu. Talvez tenha sido sorte o ônibus já estar tombado, porque se estivesse em pé o caminhão poderia ter batido de lado”, disse.

Apesar do impacto e do susto, não houve mortes entre os ocupantes.

“Teve um passageiro que quebrou o pé, com fratura exposta. A maioria teve ferimentos leves e muito susto. Eu mesmo raspei o braço no asfalto”, relatou.

O padre foi socorrido e levado para atendimento médico em Rio Preto.

“Primeiro o SAMU atendeu os casos mais graves. Depois eu também fui atendido e trazido para a Santa Casa de Rio Preto. A maioria dos passageiros foi levada para hospitais daqui”, afirmou.

Marco Chiquetto já atuou em paróquias da cidade e atualmente trabalha na Fazenda da Esperança, instituição dedicada à recuperação de dependentes químicos. Segundo ele, deve permanecer em Rio Preto por alguns dias para acompanhamento das escoriações.