O jornalismo se despede de Ebrahim Ali Ramadan, pioneiro no Diário da Região
Ebrahim trabalhou no jornal entre os anos de 1957 e 1959 e ficou muito conhecido pela sua passagem pelo icônico Notícias Populares, de São Paulo

O jornalismo está de luto pela morte do jornalista Ebrahim Ali Ramadan, o primeiro colunista social da história do jornal Diário da Região, cargo que ocupou entre os anos de 1957 e 1959. Nascido em 27 de dezembro de 1935, ele faleceu no dia 1º de julho deste ano, em São Paulo. O corpo foi sepultado no dia 2 de julho, no cemitério da Vila Mariana, na Capital.
O começo da carreira de Ebrahim ocorreu em 1956, como revisor no jornal A Notícia. Um ano depois, marcou sua trajetória profissional como colunista social no Diário da Região, com seu estilo único de texto ao retratar os bastidores do poder e da sociedade de Rio Preto.
Entre 1960 e 1962, foi redator da Folha de S.Paulo e da Folha da Tarde, onde assinava crônicas sob o pseudônimo de Luiz Lima. Entre 1963 e 1972, tornou-se chefe de redação da sucursal paulista do Jornal do Brasil.
Foi no jornal Notícias Populares, publicação do Grupo Folha com ênfase em reportagens policiais, que Ebrahim se tornou um dos grandes nomes da mídia como editor. Durante esses anos, o NP cresceu em tiragem e conquistou leitores com histórias inusitadas, como a do "Bebê Diabo".
A partir de 1970, Ebrahim levou sua experiência para o meio acadêmico, lecionando na Faculdade de Filosofia de Santos (1970-1973), na FAAP (1973-1975) e na Fundação Cásper Líbero (1975-1980). Em 1991, retornou a Rio Preto, onde contribuiu como professor na Unilago e foi assessor especial de imprensa na Secretaria Municipal de Comunicação Social.
Além das redações e das salas de aula, Ebrahim foi poeta, com três obras em destaque: O Beijo dos Neurônios (1980), Vida Comprometida (1982) e O Beijo da Chuva na Aurora Azul (1989).
A imprensa paulista perde um de seus profissionais mais completos e dedicados. Ebrahim Ali Ramadan marcou a trajetória do Diário da Região, onde sua assinatura abriu caminhos para todos os colunistas que vieram depois.