Mulher é presa suspeita de liderar sessão de tortura contra duas pessoas por dívida de drogas em Rio Preto
As vítimas foram espancadas por homens munidos de pedaços de madeira e tiveram parte de seus pertences levados para quitar o suposto débito

A Polícia Militar prendeu uma mulher suspeita de liderar um grupo que submeteu duas mulheres, dependentes químicas, a duas horas de sessão de tortura. O crime ocorreu durante uma cobrança por uma dívida de R$ 100 por cocaína. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira, 17, no bairro Estância Alvorada, na zona norte de Rio Preto. Com a suspeita foram apreendidos porções de drogas, dinheiro e pertences das vítimas.
Segundo relato das mulheres, o crime aconteceu por volta das 4h20, quando as vítimas chegavam a um estabelecimento para trabalhar. Elas foram surpreendidas pelos suspeitos.
“Quando a gente chegou, eles já estavam lá fora esperando. Empurraram a gente para dentro de casa. Alguns deles já estavam com pedaços de pau nas mãos”, contou uma das vítimas.
Os criminosos também estavam com uma faca e passaram a fazer ameaças enquanto exigiam os pertences pessoais. “Eles começaram a pegar uma faquinha e falaram que iam cortar meus dedos”, relatou uma das vítimas.
Durante a ação, os suspeitos mencionaram a realização de um “tribunal do crime”. “Eles falavam que iam fazer tribunal do crime com a gente. Eu nem sei o que é isso”, disse a vítima.
Após o crime, os criminosos foram embora da residência, deixando para trás todas as vítimas feridas. “A gente achou que iam matar a gente”, afirmou.
Assim que os suspeitos fugiram, a polícia foi acionada.
Com base no relato das vítimas, a Polícia Militar conseguiu encontrar a casa da mulher, apontada pelas vítimas como traficante e líder dos homens que as espancaram.
Ela foi apresentada na Central de Flagrantes de Rio Preto onde o delegado de plantão, Guilherme Brandão, confirmou a prisão da suspeita por tráfico de drogas e por roubo majorado, pelo fato de ter agredido as vítimas. As demais denúncias das mulheres vão ser investigadas pela Policia Civil.
Os autores das agressões não foram localizados pela polícia.