MP denuncia três por furto de 140 relógios em Rio Preto
Criminosos acessaram forro de shopping e entraram em joalheria pelo mezanino

O Ministério Público de Rio Preto denunciou três homens por participação no furto de 140 relógios de uma joalheria instalada em um shopping de Rio Preto. O crime aconteceu em setembro de 2025 e resultou em um prejuízo de R$ 122 mil. Breno Walter Correia da Silva, Thauã Maciel Ferreira e Kleyton Soares dos Santos são apontados pela Polícia Civil como criminosos especializados. Segundo as investigações, após a ação em Rio Preto, eles cometeram furtos semelhantes em outras quatro cidades do estado.
De acordo com o inquérito, conduzido pelo delegado Wander Solgon, da Deic, coube a Breno a função de estudar qual loja em Rio Preto seria mais vulnerável e rentável ao grupo. No dia 7 de setembro, ele visitou dois centros de compra da cidade, um na região Norte e outro na região sul, onde analisou lojas de celulares e joalherias.
No segundo endereço, se interessou por uma joalheria, fez uma análise do local (traçando rotas de entrada e fuga) e repassou as informações para seus comparsas.
No mesmo dia, à noite, Thauã e Kleyton entraram no shopping e se esconderam. Por volta das 02h do dia 8, eles entortaram uma porta de ferro que dá acesso a uma escada e entraram no forro do centro comercial. A dupla caminhou pelo teto até a loja, onde quebrou o gesso e acessou o mezanino.
No local, a dupla danificou o sistema de segurança e câmeras, porém o alarme disparou. Ao lojista, a empresa de segurança informou que esteve no local, mas não notou movimentação.
Após separarem 140 relógios de marcas como Swatch, Seiko, Technos, Mondaine, Orient, Dumont, Adidas, Nike, Condor e Magnum, além de joias de prata banhadas a ouro, a dupla fugiu. O crime só foi descoberto de manhã, quando o proprietário abriu a loja.
Nenhuma peça foi recuperada. O trio foi preso preventivamente em junho. Eles são de Goiás, Distrito Federal e São Paulo.
“Durante as investigações, constatou-se que os denunciados também estão envolvidos com a prática de crimes semelhantes nas cidades de Limeira, Barretos, Araraquara e Bebedouro praticados após o delito apurado nestes autos, até o mês de janeiro de 2026”, escreveu o promotor Dosmar Sandro Valeri que, além de denunciar o trio por furto qualificado mediante escalada, rompimento de obstáculo e concurso de pessoas, pede que, em caso de condenação, os réus sejam obrigados a ressarcir o prejuízo causado à empresa.
Nesta semana, a juíza Carolina Cocenzo, da 3ª Vara Criminal, recebeu a denúncia e determinou a citação dos réus para apresentarem defesa.
Eles ainda não nomearam advogado no processo. O espaço segue aberto para manifestação.