Morre Sílvio de Melo, advogado e professor de direito de Rio Preto
Além de professor de direito por mais de 30 anos, Sílvio trabalhou na Prefeitura de Rio Preto e na Procuradoria-Geral do Estado

Morreu nessa quarta-feira, 3, aos 93 anos, Sílvio de Melo, figura pública importante ligada ao direito de Rio Preto, tendo atuado como assessor do jurídico da Prefeitura e como professor da área por mais de 30 anos.
Nascido na cidade de Paulo de Faria em 11 de julho de 1932, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro (atual Uniube), em 1958. Especializou-se em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1978, e em Direito Municipal pela Universidade de São Paulo. Exerceu a advocacia com reconhecimento e atuou como professor na Unirp por cerca de 30 anos, desde a fundação da faculdade, além de ter atuado na Faculdades D. Pedro 2º.
“Ele brincava que se um dia fosse pego por alguma coisa não seria preso, pois ensinou para todos os advogados da região,” lembrou com humor a filha Sílvia Melo.
No serviço público, foi assessor jurídico da Prefeitura de Rio Preto entre 1977 e 1978, procurador-chefe junto à Procuradoria Regional do Estado (PGE) e chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Promoção Social em 1982. Também presidiu o Programa de Desenvolvimento Industrial (Prodei) e atuou como conselheiro-procurador da Fundação Regional de Ensino Superior da Araraquarense (Fresa), atual Funfarme, e foi secretário da 22ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil entre 1967 e 1969.
Além da atuação acadêmica e jurídica, Dr. Sílvio foi presidente do Rotary Clube São José do Rio Preto de 1991 a 1992, diretor do Rio Preto Automóvel Clube e do Clube Monte Líbano.
Na vida política, foi vereador em Paulo de Faria de 1958 a 1963 e presidente da Câmara Municipal em 1959. Em 1982, candidatou-se a vice-prefeito pelo partido Arena 1, na chapa de José Carlos de Lima Bueno.
Em reconhecimento à sua contribuição, seu nome foi atribuído, em 2006, à área de lazer do Rio Preto Automóvel Clube. Também dá nome a uma escola municipal localizada na avenida Monte Aprazível, no bairro Eldorado.
A filha de Sílvio, que carrega o mesmo nome do pai, contou sobre o gosto do pai por jogar baralho com seus amigos no Automóvel Clube onde era diretor. Até 9 anos atrás era esportista e praticava tênis com frequência, mas precisou parar a prática por questões de saúde do coração, quando precisou colocar marca-passo.
No feriado de Corpus Christi do ano passado, Dr. Sílvio precisou colocar uma sonda através de uma gastrotomia, o que restringia a alimentação, o impedindo de comer da forma que mais gostava. Mas de domingo era sagrado uma fatia de pizza e uma taça de vinho.
“Não existiu pai, avô, bisavô, funcionário e patrão mais especial que ele. Ninguém nunca chamaria ele de mais ou menos, todos que o conheciam tinham carinho por ele.” disse Sílvia.
Além de Sílvia, ele tinha outras duas filhas, Sandra e Sinara, um neto e quatro netas e seis bisnetos, sendo quatro meninos e duas meninas.
“Tenho muita gratidão por ele, não só como pai mas como pessoa que ele era,” completou Sílvia.
O velório será na Capelas Prever a partir das 19h30 desta quarta até as 14h de quinta.