SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JULHO DE 2021
BOA NOTÍCIA

Metade das cidades da região de Rio Preto não registra morte por Covid há 7 dias

De 14 a 21 de julho, metade das cidades da região não registrou morte pela Covid. Fato mostra avanço da vacinação, mas cuidados de prevenção devem ser mantidos

Millena GrigoletiPublicado em 21/07/2021 às 21:20Atualizado há 22/07/2021 às 10:20
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Sessenta cidades da região de Rio Preto não registram mortes por Covid-19 há pelo menos uma semana. É o que aponta levantamento feito pelo governo do Estado de São Paulo com base em dados dos dias 14 a 21 de julho e que foram registrados pelos próprios municípios no Sivep, sistema oficial do Ministério da Saúde. Dentre outros fatores, a vacinação é a maior responsável por esse dado positivo, mas ainda não é possível deixar de lado os cuidados. Apesar do progresso, a campanha avança a passos lentos, o que permite que o vírus ainda circule, por isso é importante sempre usar máscara, manter o distanciamento social, evitar aglomerações e fazer a higiene das mãos.

Uma dessas cidades é Bálsamo. De acordo com o diretor de Saúde, Manuel Silva, o último óbito registrado foi em 1º de julho. Há 56% da população vacinada com a primeira dose do imunizante contra o coronavírus e o esquema foi concluído em 22% dos moradores, com a segunda dose de Coronavac ou AstraZeneca.

Ele cita vários fatores para explicar a desaceleração da mortalidade pela Covid na cidade: o trabalho feito em parceria com a Funfarme (que administra o Hospital de Base) e o Departamento Regional de Saúde (DRS) e as medidas mais restritivas, tomadas na mesma época do lockdown noturno de Rio Preto. “Vacinação, apesar de estarmos recebendo poucas doses. Adotamos as pulseirinhas: vermelha para Covid positivo, verde para quem está aguardando resultado e amarela para contactante, se alguém da família teve e está sendo monitorado”, explica. “Estamos fazendo monitoramento e testagem em massa de antígeno em todos os pacientes com síndromes gripais. A cidade resolveu colaborar mais. Não tem ninguém internado em estado grave, e no postinho, que tem 18 leitos, não tem paciente”, afirma o diretor.

Outro exemplo é Buritama, onde o último óbito contabilizado é do dia 10 de julho – nas semanas anteriores, houve pelo menos uma morte a cada sete dias. Ainda há, no entanto, quatro pacientes internados e alguns deles em estado grave. “Nos preocupam esses pacientes. Ainda é cedo para comemoramos, mas eu atribuo a queda da mortalidade à vacina. Amanhã vamos vacinar quem tem 27 anos”, diz o secretário de Saúde, Edilson Carlos de Paiva. “Ainda é cedo para falar de fim da pandemia. Ontem (terça) nós chegamos a 50% da população com primeira dose”, diz o secretário.

Denise Bessa, secretária de Saúde de Estrela d’Oeste, também atribui a diminuição da quantidade de mortes à vacinação. “O nosso último óbito foi em 10 de julho. Estamos com dois moradores internados, mas estão bem. Mas infelizmente a transmissão ainda está alta”, considera. Por lá, estão chegando as segundas doses para quem tem entre 43 e 49 anos e quem tem acima de 30 já pode procurar o postinho.

A secretária de Saúde de Santa Adélia, Tânia Mara Canossa, diz que o último óbito registrado por Covid na cidade foi em 26 de junho. Hoje há 50% da população vacinada com a primeira dose. “Atribuo essa melhora no cenário ao avanço nas campanhas de vacinação e às medidas mais restritivas.” Na cidade, estão sendo vacinadas as pessoas a partir de 29 anos.

“A vacinação, além de diminuir as internações, também está reduzindo o número de mortes em São Paulo. Quase metade das cidades do nosso estado, 288 municípios, não registraram nenhum óbito na última semana, o que também é fruto da vacinação avançada no Estado de São Paulo”, afirmou o vice-governador, Rodrigo Garcia.

Carolina Pacca, doutora em virologia, professora e pesquisadora da Faceres, também cita a vacinação. "Está progredindo. E os lockdowns que foram feitos agora estão refletindo”, diz a especialista. O vírus ainda circula, pois uma minoria das pessoas tem o esquema vacinal completo. Nas 102 cidades do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Rio Preto, a ocupação dos leitos de UTI está em 71,1%.

Rio Preto

Em Rio Preto, foi confirmada mais uma morte nesta quinta-feira, 21, totalizando 2.619 óbitos desde o início da pandemia. Também foram registrados mais 250 casos.

LEITOS

Departamento Regional de Saúde (DRS) de Rio Preto até 13/7/2021 (inclui 102 cidades)

Ocupação de leitos na DRS

Enfermaria: 43,4%

UTI: 76,7%

85 novas internações em 13/7

Ocupação de leitos no Estado

Enfermaria: 44,5%

UTI: 65,6%

Internações de pacientes de Rio Preto em 13/7 com SRAG

380 pacientes

Enfermaria: 187

UTI: 193

Hospitais de Rio Preto

Hospital de Base (inclui pacientes da região)

Enfermaria (173 vagas): 95 pacientes (54,9% de ocupação)

UTI (183 vagas): 149 pacientes (81,4% da ocupação)

Hospital da Criança

Enfermaria (30 vagas): 5 pacientes

UTI (14 vagas): 3 pacientes

Santa Casa

Enfermaria (59 vagas): 54 pacientes (92%)

UTI (52 vagas): 50 pacientes (96%)

Hospital João Paulo II

UTI (8 vagas): 8 pacientes

UPA Jaguaré

UTI (30 vagas): 21 pacientes

Enfermaria (15 vagas): 6 pacientes

UBS Luz da Esperança

Enfermaria (27 vagas): 11 pacientes

Unidade de Suporte Ventilatório Fraternidade

UTI (30 leitos): 18 pacientes

UPA Santo Antônio

UTI (29 leitos): 3 pacientes

UBS Anchieta

Enfermaria (26 leitos): 7 pacientes

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