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SALVAMENTO

Médica de Rio Preto ajuda a salvar passageira que teve parada cardíaca durante voo no Rio de Janeiro

Moradora de Rio Preto, a médica trabalha em unidades básicas de saúde nos bairros Anchieta, São Deocleciano, Fraternidade, Cidadania e Maria Lúcia

por Marco Antonio dos Santos
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Carolina Lotre atua na rede municipal de saúde de Rio Preto (Arquivo pessoal)
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Carolina Lotre atua na rede municipal de saúde de Rio Preto (Arquivo pessoal)
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Médica ginecologista e obstetra, Carolina Rossel Lotre, de 33 anos, da rede municipal de saúde de Rio Preto, ajudou a salvar a vida de uma passageira que sofreu uma parada cardíaca durante o pouso de um avião no Rio de Janeiro.

O caso ocorreu durante um voo da Latam, de São Paulo ao Rio de Janeiro, em 29 de abril deste ano. No momento em que a aeronave se preparava para aterrissar. Carolina dormia quando começou a ouvir pedidos de socorro. “Eu achei que estava sonhando, mas uma amiga me chamou e disse que precisava de médico”, contou.

Moradora de Rio Preto, a médica trabalha em unidades básicas de saúde nos bairros Anchieta, São Deocleciano, Fraternidade, Cidadania e Maria Lúcia.

Ao se identificar, ela foi até a passageira, uma mulher de 43 anos, que estava desacordada e sem pulso. “Ela estava jogada no banco e o marido ao lado pedia ajuda desesperadamente”, relatou.

Após o pouso, a paciente foi levada até o corredor da aeronave, onde começaram as manobras de reanimação cardiopulmonar. “A gente não tinha tempo. Precisava tirá-la dali para reanimar”, disse.

Uma enfermeira que também estava no voo ajudou no atendimento, revezando nas compressões torácicas. Pouco depois, uma equipe de solo chegou com um desfibrilador externo automático. “Ela foi chocada três ou quatro vezes e não voltava”, afirmou.

Somente após a aplicação de medicação e a continuidade da reanimação, a mulher voltou a apresentar pulso. “Do quarto para o quinto choque, o coração voltou a bater”, contou. A paciente foi encaminhada com vida a um hospital.

Dias depois, Carolina soube que a mulher havia deixado a UTI e se recuperava bem. Em uma chamada de vídeo, a paciente contou que sofre de miocardiopatia dilatada e agradeceu. “Eu devo minha vida a você”, disse a passageira para a médica.

Apesar do reconhecimento, a médica afirma que apenas cumpriu seu dever. “Parece que virou um interruptor. Eu só fiz o que precisava ser feito”, afirmou.

Carolina também revelou que utilizou uma referência durante o atendimento para manter o ritmo das compressões. “Na medicina, a gente aprende músicas para manter o ritmo da reanimação. Na minha cabeça estava ‘Stayin' Alive’, do Bee Gees”, disse.

Segundo ela, o compromisso com a profissão vai além do consultório. “Eu levo muito a sério o juramento. Cuidar das pessoas é algo muito importante para mim”, afirmou.