Marcha das Mulheres Negras deve reunir 500 pessoas em Rio Preto
Ato público vai acontecer na manhã deste sábado, 25, na Praça Rui Barbosa, no Calçadão

A Marcha das Mulheres Negras será realizada neste sábado, 25, e deve reunir mais de 500 participantes na praça Rui Barbosa, em Rio Preto. A programação tem início às 8h, com atividades voltadas à saúde, cultura e mobilização social.
Segundo a organizadora, Denise Maria Ferreira, a estrutura inclui atendimento básico à população. “Teremos uma área médica em parceria com faculdade de medicina Faceres e a Secretaria de Saúde, com aferição de pressão, glicemia, IMC e orientações, especialmente sobre a saúde da população negra”, afirma.
Além dos serviços, o evento contará com atividades culturais e espaços abertos ao público. “Haverá trancistas, maquiagem, espaço para confecção de cartazes e uma área destinada às crianças”, diz.
As intervenções artísticas começam às 9h, com participação de artistas locais. A marcha está prevista para sair às 10h, com percurso por ruas centrais e retorno à praça, onde ocorre o encerramento. “Ao final, teremos uma roda de samba com mulheres que cantam e sambam”, afirma Denise.
A organizadora destaca ainda o simbolismo do local escolhido. “A ocupação da praça Rui Barbosa tem um significado histórico, já que, no passado, pessoas negras não eram bem-vindas ali. Hoje, esse espaço é ocupado por mulheres negras e por todos que lutam contra o preconceito e a intolerância”, diz.
A presidente do Conselho Afro, Claudionora Elis Tobias, afirma que a expectativa para o evento é elevada. “É uma mobilização construída desde dezembro, envolvendo diferentes frentes de organização. Estamos na expectativa mais alta possível”, afirma.
Entre as novidades desta edição está o encerramento com apresentação cultural. “Neste ano, teremos uma roda de samba formada majoritariamente por mulheres negras, valorizando a produção cultural local”, diz.
Segundo Jora, a marcha também tem como objetivo levantar demandas sociais. “Realizamos um trabalho prévio nos territórios para identificar necessidades nas áreas de saúde, educação, empregabilidade, lazer e cultura. Esses dados são encaminhados ao poder público”, afirma.
Ela diz que houve avanços recentes. “As políticas públicas têm avançado, ainda que de forma tímida, a partir dessas articulações”, afirma.