Diário da Região
SUJEIRA

Lixo ao redor de UPA vira pesadelo para moradores do Jaguaré, em Rio Preto

Caçambas com restos de comida e lixo hospitalar são reviradas por pessoas em situação de rua e materiais ficam espalhados pela calçada

por Joseane Teixeira
Publicado há 2 horasAtualizado há 2 horas
Lixo ao redor da UPA Jaguaré (Colaboração / Leitor 20/02/2025)
Galeria
Lixo ao redor da UPA Jaguaré (Colaboração / Leitor 20/02/2025)
Ouvir matéria

Restos de comida misturados a lixo hospitalar, tudo isso a céu aberto. Esse é o pesadelo enfrentado por moradores que residem no entorno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jaguaré.

Um vídeo encaminhado à reportagem do Diário nesta sexta-feira, 20, mostra caçambas reviradas e muito material espalhado. O cenário, segundo quem mora nas proximidades, é resultado da ação de pessoas em situação de rua, que vasculham as caçambas em busca de alimento ou produtos que possam ser reciclados. O que fica pelo chão, atrai ratos e baratas.

O problema é antigo. Em janeiro do ano passado o Diário já tinha noticiado a situação, que, segundo a aposentada Célia Regina Gerarduzzi Brigido, é recorrente.

“Pedi para falar com a gerente da unidade e ela se recusou a me receber. Registrei queixa também na Ouvidoria da Saúde. Enquanto essas caçambas permanecerem para o lado de fora da UPA, sem qualquer supervisão, isso vai continuar acontecendo”, denuncia.

A moradora conta que a unidade de saúde mantinha um funcionário para limpeza e manutenção externa – trabalho que era realizado diariamente. Mas o serviço foi interrompido.

“Aos finais de semana a situação piora, porque não tem recolha de caçambas. Hoje a coisa estava tão feia que eu vi um médico reclamando e foram limpar. Mas amanhã está tudo igual de novo. Inclusive, os próprios pacientes saem do atendimento e jogam máscara, algodão e marmitas na calçada”, completa.

Outro problema é o fácil acesso ao lixo hospitalar – que fica depositado na área interna da UPA. O cadeado do portão é furtado com frequência e o espaço é acessado por dependentes químicos, gerando risco a saúde deles próprios e de quem mora em volta.

A reportagem solicitou posicionamento da Secretaria de Saúde sobre o problema. O conteúdo será atualizado em breve.