Patrulha Maria da Penha põe 114 agressores na cadeia em um ano
Balanço é relativo à atuação da Guarda Municipal, que em 2024 acompanhou 1.364 vítimas; em 2025, o número chegou a 1.710

Cresceu 25,4% a quantidade de mulheres com medidas protetivas atendidas pela Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Rio Preto entre 2024 e 2025. Em 2024, a corporação acompanhou 1.364 vítimas, realizou 3.375 visitas preventivas e efetuou a prisão de 96 homens. Já em 2025, o número de mulheres acompanhadas chegou a 1.710, enquanto as prisões de agressores aumentaram 18,7%, passando para 114. O total de visitas realizadas foi de 3.118, o que representa uma redução de 7,6% em relação ao ano anterior.
Para o subcomandante da Guarda Municipal, Márcio Amatea Martino, o crescimento do atendimento também está relacionado à maior conscientização das vítimas em denunciar os casos e solicitar medidas protetivas contra os agressores. “As mulheres passaram a confiar mais no trabalho da Guarda, porque sabem que a viatura chega rápido e que haverá proteção”, afirmou.
Márcio destacou ainda que ferramentas de proteção implantadas nos últimos anos também contribuem para o aumento dos atendimentos. Entre elas está o aplicativo Mulher Segura, conhecido como botão do pânico, que permite às vítimas acionarem rapidamente a Guarda Civil Municipal.
Em outras atividades da GCM, além da Patrulha Maria da Penha, também houve aumento de 10% nos registros de furto em 2025, que passaram de 60 para 66 ocorrências. Já o tráfico de drogas apresentou elevação mais expressiva, saltando de 39 para 57 registros, crescimento de 46,15%.
Um dos destaques foi a captura de procurados pela Justiça, que subiu 82,35%, passando de 17 casos em 2024 para 31 em 2025. As apreensões de motocicletas com indícios de crime tiveram o maior crescimento proporcional, com alta de 244,44%, ao avançar de nove para 31 ocorrências.
Em contrapartida, houve redução em alguns indicadores. O número de veículos recuperados pela Guarda caiu 37,21%, de 43 para 27 casos, enquanto os registros de dano ao patrimônio diminuíram 11,11%, passando de 18 para 16. Os casos de estupro também apresentaram queda, de dois para um registro, redução de 50%.
Entre os crimes que apresentaram aumento estão os roubos, que subiram de dois para dez casos, crescimento de 400%, a embriaguez ao volante, com alta de 12,5%, o homicídio, que passou de seis para sete ocorrências, aumento de 16,67%, e o porte ilegal de arma de fogo, que cresceu de dois para três casos, alta de 50%.
Os registros de estelionato e fraude, inexistentes em 2024, somaram dois casos em 2025. A receptação permaneceu estável, com quatro ocorrências nos dois anos.