Justiça decreta prisão preventiva de homem que atropelou segurança em supermercado de Rio Preto
Funcionário tentou interceptar cliente que deixou o supermercado sem pagar por mercadorias

A Justiça de Rio Preto determinou a prisão preventiva do montador B. J. P., de 42 anos, preso em flagrante após atropelar um segurança no estacionamento de um supermercado no último sábado, 11. Ele fugia após furtar produtos do estabelecimento comercial, localizado no bairro Solo Sagrado, em Rio Preto. As imagens, captadas pelo circuito de segurança, impressionam pela violência.
Segundo informações da Polícia Civil, o homem estava com a companheira, de 51, quando foi flagrado deixando o supermercado sem pagar pelas mercadorias. Ao perceber que estava sendo seguido pelo segurança de 38 anos, o suspeito correu para o veículo, deixando a mulher para trás.
Na tentativa de interceptar o montador, o segurança foi atropelado e caiu desacordado.
Por meio da placa do Meriva utilizado na fuga, policiais militares localizaram o suspeito no momento em que ele chegava em casa, no bairro Jardim Nunes.
Ele confessou o crime e indicou que no congelador havia três quilos de carne que ele furtou do estabelecimento. O homem e a companheira foram presos em flagrante.
Submetidos a audiência de custódia neste domingo, 12, o montador teve a prisão preventiva decretada. “Considerando a folha de antecedentes do autuado e que o crime em questão foi praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa, a prisão cautelar revela-se necessária para garantia da ordem pública, tratando-se,ao menos por ora, do meio adequado a impedir a reiteração delitiva”, escreveu o juiz Túlio Brandão.
Já a mulher, que era primária, teve a liberdade provisória concedida, com a imposição de medidas cautelares, como recolhimento noturno e apresentação aos atos do processo.
Alta médica
Internado no Hospital de Base, o segurança teve alta médica neste domingo, 12.
“Estou sentindo muita dor no corpo, o médico disse que não teve fratura nenhuma, graças a Deus”, revelou o funcionário, que foi afastado das atividades.
De acordo com o funcionário, o casal já era conhecido pela reincidência em furtos e saiu do estabelecimento com um carrinho cheio de mercadorias.
Ele defende que a categoria tenha porte de arma, em função dos riscos a que estão expostos.