Júri condena réu da região de Rio Preto a 23 anos de prisão por morte após discussão por drogas e dívida de R$ 100
Homem foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima; crime foi em Guarani d'Oeste em maio de 2025

O Tribunal do Júri condenou um homem a 23 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado por matar um colega após uma discussão relacionada ao uso de drogas e a uma dívida de R$ 100 em Guarani d'Oeste. O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A denúncia do Ministério Público foi feita pelo promotor Eduardo Boiati e a atuação no plenário foi da promotora Mariana Borges.
Segundo o MP, ficou demonstrado nos autos que, em 8 de maio de 2025, por volta das 23h, o réu foi até a residência da vítima, que estava deitada em um colchão no chão, possivelmente dormindo. Conforme a denúncia, após consumir bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes durante o dia, ele iniciou uma sequência de agressões com socos e chutes na cabeça, no queixo e no estômago. Em seguida, utilizou um fio de televisão para estrangular a vítima, pressionou seu pescoço com os pés e jogou sal em seu rosto e olhos. O laudo pericial apontou múltiplas lesões, além de sangue humano no solado do calçado apreendido com o acusado.
Segundo a apuração, as desavenças relacionadas ao uso de drogas motivaram o crime, caracterizando o motivo fútil. A multiplicidade e a intensidade dos golpes, somadas ao uso de sal no rosto da vítima, fundamentaram a qualificadora do meio cruel. Já o recurso que dificultou a defesa foi reconhecido porque a vítima estava adormecida quando foi surpreendida pelas agressões. O acusado foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva durante a audiência de custódia.