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VIOLÊNCIA

Adolescente diz que atacou aluna por engano em escola de Rio Preto

Segundo promotora de Justiça, jovem de 17 anos disse que o alvo do ataque era outra menina; ela será encaminhada à Fundação Casa de Cerqueira César

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 11/08/2026 às 17:25Atualizado em 11/08/2026 às 17:55
Ocorrência foi na escola Antonio de Barros Serra (Marco Antonio dos Santos 10/8/2026)
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Ocorrência foi na escola Antonio de Barros Serra (Marco Antonio dos Santos 10/8/2026)
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A estudante de 17 anos detida por atacar uma aluna com um estilete em escola de Rio Preto afirmou que o alvo era outra adolescente. A agressora teve a internação na Fundação Casa decretada por até 45 dias. Ela está em Araçatuba e deverá ser transferida para uma unidade feminina da Fundação Casa em Cerqueira César.

Durante a oitiva, a adolescente afirmou que pretendia atacar outra estudante da escola e relatou que ouvia vozes. “Ela acreditou que estava atingindo a pessoa que pretendia. Quando viu que não era, em razão da reação da vítima, cessou as agressões. Foram quatro golpes,” afirmou a promotora de justiça Renata Sanches Fernandes Guerzone.

A vítima, de 15 anos, foi socorrida e levada ao Hospital de Base, onde está internada sem risco de morte.

A internação da adolescente foi solicitada pela promotora após a oitiva informal da adolescente e de sua mãe. “A oitiva informal é o primeiro ato em que o promotor tem contato com a adolescente antes de apresentar qualquer representação ou qualquer medida. Eu conversei com ela e com a mãe.”

Segundo a promotora, a internação provisória foi decretada pela Justiça e pode durar até 45 dias. Caso, ao final do processo, seja aplicada medida socioeducativa de internação, a adolescente poderá permanecer na Fundação Casa por até três anos.

“São 45 dias até o processo terminar. E aí, saindo a sentença, se mantiverem a internação, ela pode cumprir até três anos.”

O Ministério Público deverá representar contra a adolescente por ato infracional análogo a tentativa de homicídio qualificado, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pela surpresa.

A mãe informou que a adolescente faz acompanhamento psiquiátrico. Segundo a promotora, essa questão será avaliada durante o período de internação.

“Essa questão que ela alega, e que a mãe fala que ela faz acompanhamento psiquiátrico, será levantada na própria Fundação. A adolescente passa por uma avaliação social e psicológica toda na unidade.”