Instituições de Rio Preto investem em tecnologia e expandem ensino a distância
Em 2010, por exemplo, Rio Preto possuía apenas 11 instituições de ensino, presenciais ou a distância, oferecendo cursos de graduação. Em 2020, com a popularização do EaD, esse número saltou para 54

A força do ensino a distância obrigou tradicionais faculdades de Rio Preto e até outros setores educacionais da cidade a investir em tecnologia. Em 2010, por exemplo, Rio Preto possuía apenas 11 instituições de ensino, presenciais ou a distância, oferecendo cursos de graduação. Em 2020, com a popularização do EaD, esse número saltou para 54, com universidades até do Nordeste oferecendo cursos de graduação na cidade.
Foi o caso do Centro Universitário de Rio Preto (Unirp), que resolveu investir nos cursos a distância e deixou de ter polos de ensino apenas em Rio Preto.
“No caso de cursos de exatas e negócios, normalmente são pessoas mais velhas que estão procurando novas oportunidades no mercado de trabalho. Na área da educação temos um público mais jovem que precisa ter uma renda para bancar a faculdade”, disse Isabel Bertoldo, coordenadora de educação a distância da Unirp.
Na Unorp, o investimento tem sido em cursos híbridos e de pós-graduação na modalidade a distância. “Os cursos tendem a se tornar híbridos. Os alunos reclamaram muito quando tiveram que voltar para as aulas presenciais. Hoje, boa parte dos nossos livros está em uma biblioteca virtual. É um legado da pandemia”, apontou o reitor da Unorp, Antônio de Queiroz Pereira Calças.
Pós-graduação
O ensino a distância também abriu caminho para o aumento na procura por cursos de pós graduação. Pesquisa do Instituto Semesp mostrou que durante a pandemia o número de alunos em pós-graduação no Brasil foi de 1,3 milhão, crescimento de 4,8% em 2021 na comparação com 2019, antes da pandemia.
“O aluno de pós-graduação geralmente já está inserido no mercado de trabalho e deseja ampliar sua formação acadêmica para estar mais preparado para as oportunidades de crescimento disponíveis para sua carreira”, relatou Michel Shpielman, diretor de ensino digital da Estácio.
O advogado Gustavo Ferreira Castelo Branco, 45 anos, encontrou na pandemia uma forma de aumentar sua qualificação profissional. “Faço os cursos justamente para executar minha atividade jurídica com mais precisão.
Hoje, por exemplo, sei quais são os órgãos que regulamentam drones, o que preciso fazer para sobrevoar uma fazenda, como faço para saber se um piloto de drone tem autorização para voar. Tudo através da qualificação a distância do Senar”.
Até cursinhos pré-vestibular de Rio Preto resolveram investir na educação a distância. O Colégio London montou cursos específicos, assim o aluno pode escolher cursar disciplinas que apresenta maior dificuldade. “A maior procura é de alunos de outras cidades que não conseguem vir para Rio Preto”, disse o professor e diretor do colégio, Pedro Acquaroni Neto.
Situação parecida com a do cursinho pré-vestibular Kelvin, que também resolveu continuar com o cursinho a distância pós-pandemia. “A pandemia acelerou o processo de uso da tecnologia. A maioria dos nossos alunos a distância mora fora e não teria condição de pagar o cursinho e moradia juntos”. (RC)