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ESTELIONATO

Idosa perde cerca de R$ 100 mil após cair em golpe de falsa advogada

Criminosos se passaram pela advogada da vítima e por um suposto promotor de Justiça, fizeram uma videochamada e a convenceram a fornecer dados bancários

por Tatiana Pires
Publicado em 09/07/2026 às 11:50Atualizado em 09/07/2026 às 11:51
Central de Flagrantes (Colaboração/Leitor)
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Central de Flagrantes (Colaboração/Leitor)
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Aposentada, de 62 anos, procurou a Polícia Civil de Rio Preto após sofrer um golpe que causou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 100 mil. Os criminosos se passaram pela advogada da vítima e por um suposto promotor de Justiça para obter dados bancários e realizar movimentações financeiras indevidas. O caso foi registrado na Central de Flagrantes, na noite de quinta-feira, 9.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número diferente do utilizado por sua advogada. O contato, porém, exibia uma fotografia semelhante à da profissional, o que fez com que a idosa acreditasse estar conversando com sua advogada.

Durante a conversa, a golpista informou que a vítima teria valores a receber em decorrência de um processo judicial e explicou, inclusive, qual seria o montante e o desconto referente aos honorários advocatícios.

Na sequência, a vítima passou a ser contatada por um homem que se apresentou como promotor de Justiça. Ele realizou uma videochamada em que a vítima podia ser vista, mas não conseguia visualizar o suposto representante do Ministério Público.

Sob a justificativa de viabilizar o depósito dos valores do processo, o golpista solicitou dados bancários e orientou a vítima a acessar um link enviado durante a conversa. A vítima forneceu as informações solicitadas. Pouco tempo depois, ela percebeu movimentações financeiras que não reconhecia em suas contas, incluindo a contratação de empréstimos e compras, principalmente na rede Riachuelo e por meio de cartão de crédito.

Além disso, a vítima informou à Polícia Civil que também recebeu contato de um número que dizia representar a empresa Shopee, situação que acredita estar relacionada ao golpe.

A aposentada afirmou possuir registros das conversas, contratos, comprovantes bancários e outros documentos armazenados no celular, que poderão auxiliar na investigação. O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.