Homem é preso por aplicar golpes no comércio em Rio Preto
Homem de 52 anos é suspeito de liderar uma quadrilha especializada em fraudar compras e revender produtos para outras lojas

A Polícia Civil prendeu um homem de 52 anos suspeito de liderar uma quadrilha especializada em estelionato contra lojas de eletroeletrônicos na região de Rio Preto. Os criminosos faziam grandes compras em nomes de terceiros para, posteriormente, revender os produtos a outros estabelecimentos comerciais.
Para aplicar os golpes, a quadrilha primeiramente obtinha dados de pessoas com boa renda em Rio Preto, sem restrições em serviços de proteção ao crédito. Em seguida, confeccionavam, por meio de softwares, documentos de identidade, comprovantes de renda e de endereço falsificados.
"Para executar os golpes, o líder da quadrilha enviava mulheres, sempre bem vestidas, para fazer as compras nas lojas. Após a aprovação do crédito, elas saíam com os produtos. O foco deles eram computadores, eletrodomésticos de alto valor e celulares", explica o delegado Adriano Pitoscia, da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), responsável pelo caso.
Investigações
As investigações tiveram início a partir dos boletins de ocorrência registrados pelos gerentes das lojas após a descoberta dos golpes. A apuração para chegar ao líder do grupo avançou quando a Deic conseguiu deter uma mulher, identificada por meio de imagens de câmeras de monitoramento, suspeita de integrar a quadrilha.
"Por meio desta suspeita, chegamos a mais duas mulheres, até localizar o mentor da quadrilha, que conseguimos prender na noite de quinta-feira, após obtermos autorização judicial", detalha o delegado.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do líder da quadrilha, os policiais apreenderam diversos documentos falsos utilizados pelo grupo. Inclusive, ele foi flagrado no momento em que falsificava um novo documento , em nome de uma médica.
"A próxima etapa da investigação é descobrir quais lojas compravam os produtos, pois esses estabelecimentos comerciais responderão pelo crime de receptação. Há também uma linha de investigação para apurar se a quadrilha contava com o apoio de funcionários das lojas atingidas pelos golpes", afirma o delegado.