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HCM de Rio Preto registrou 805 partos prematuros em um ano

Dos 6.370 partos realizados no ano passado, 12,6% foram de bebês prematuros; Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do HCM destacou a importância de diagnóstico precoce da pré-eclâmpsia e da prematuridade

por Redação
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto (Divulgação)
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Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto (Divulgação)
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Com foco nos principais desafios da assistência materno-infantil, o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) realizou a 2ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia, trazendo para o centro do debate os números que marcam a rotina da instituição. Em 2025, o hospital contabilizou 6.370 partos, sendo 805 prematuros e 326 casos de pré-eclâmpsia. O evento foi realizado em parceria com a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) – Regional de Rio Preto.

O evento reuniu médicos, residentes e estudantes de medicina para discutir temas presentes no dia a dia da assistência à saúde da mulher, com foco na realidade regional. Entre os principais assuntos abordados estiveram a pré-eclâmpsia e a prematuridade, além de temas como restrição de crescimento intrauterino, cirurgia ginecológica, climatério, vacinação contra o HPV e patologias do trato genital inferior.

“Esse evento é muito importante para a atualização e a formação dos nossos médicos. É um momento de acesso ao conhecimento científico e aos protocolos que adotamos no HCM e no Estado. Iniciativas como essa contribuem diretamente para a melhoria do atendimento, especialmente no pré-natal, que é a base para a prevenção de doenças obstétricas”, afirmou o Dr. Wagner Vicensoto, diretor administrativo do HCM e diretor científico da Sogesp Regional de Rio Preto.

Considerada uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil e no mundo, a pré-eclâmpsia é caracterizada pelo aumento da pressão arterial durante a gestação e pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Globalmente, a condição está associada a uma parcela significativa das mortes maternas e fetais, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado.

A prematuridade, por sua vez, segue como a principal causa de morte entre recém-nascidos e crianças menores de 5 anos. Diversos fatores podem contribuir para o nascimento prematuro, entre eles a própria pré-eclâmpsia, especialmente quando não identificada e tratada de forma oportuna.

Nascido com apenas 25 semanas e 6 dias de gestação, o pequeno Joaquim Antonio Deprete Caun veio ao mundo em janeiro deste ano. Os pais, Diego Lisboa Caun e Larissa Cristiane Deprete Caun, foram surpreendidos pela rapidez do parto e ficaram apreensivos com a chegada do primeiro filho, que nasceu com apenas 732 gramas. O bebê, hoje com três meses, segue internado na UTI Neonatal do HCM.

“Nesse primeiro momento, foi um susto e um choque muito grande, porque fomos apresentados a um universo que não conhecíamos, que é a prematuridade. Hoje, o Joaquim está com 3 meses e 17 dias e é o nosso milagre. Não imaginávamos que um bebê nessas condições teria possibilidade de vida. Ele teve alguns problemas após o nascimento, mas tem melhorado dia após dia. Tem sido uma experiência transformadora e somos gratos a toda a equipe médica”, relataram os pais.