Diário da Região

HCM de Rio Preto inicia aplicação de imunizante contra bronquiolite em prematuros internados

Bebê de 22 dias é o primeiro prematuro imunizado contra bronquiolite; vacina protege contra o Vírus Sincicial Respiratório

por Redação
Publicado há 3 horasAtualizado há 3 horas
Ketilen Mayana Gomes Lima, de 36 anos, com o filho Benício, primeiro bebê prematuro a receber o imunizante (Divulgação/Funfarme)
Galeria
Ketilen Mayana Gomes Lima, de 36 anos, com o filho Benício, primeiro bebê prematuro a receber o imunizante (Divulgação/Funfarme)
Ouvir matéria

O pequeno Benício Gomes Thomé, de apenas 22 dias de vida, foi o primeiro bebê prematuro a receber o imunizante contra a bronquiolite no Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto (HCM). A imunização aconteceu na segunda-feira, dia 9, após a Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme) receber a primeira remessa com 80 doses do Nirsevimabe, anticorpo que garante proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite e de internações em bebês no HCM.

As doses passaram a ser disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para bebês internados no HCM, mediante prescrição médica.

Mãe de Benício, Ketilen Mayana Gomes Lima, de 36 anos, conta que a gravidez foi de risco e fez o parto com 30 semanas de gestação. “Como mãe, meu coração fica quentinho e aliviado em saber que chegou o imunizante. E imunizar é um ato de amor, de proteção, e sempre levantamos a bandeira do SUS, porque sempre está aí para ajudar tantas famílias no País. Foi um alívio”, ressalta Ketilen.

A epidemiologista e coordenadora do Núcleo Hospitalar da Funfarme, Maria Lúcia Machado Salomão, explica que a bronquiolite é uma das principais doenças em crianças prematuras e menores de dois anos. Segundo ela, 70% dos casos de internação por bronquiolite e 40% das pneumonias são causados pelo Vírus Sincicial Respiratório.

“Estamos vivendo um momento importantíssimo da saúde pública, porque com a aplicação desse imunizante nós vamos ter um impacto muito grande nas internações e também de óbitos em casos muito graves”, afirma a epidemiologista.

Segundo o Ministério da Saúde, o imunizante é indicado para recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e seis dias, e para crianças de até 23 meses completos com comorbidades específicas, como cardiopatia congênita, broncodisplasia pulmonar, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.