HB realiza 21 transplantes de rim em um mês, maior número em três anos
É o segundo maior número de procedimentos para um mês desde a implantação do serviço no Hospital de Base de Rio Preto

O Hospital de Base de Rio Preto realizou, em julho, 21 transplantes de rim, o maior número em um mês nos últimos três anos e o segundo maior desde a criação do serviço, um dos maiores do Brasil. Desde que entrou em operação, em 1992, o serviço já realizou mais de 2.250 transplantes. O mês com o recorde é agosto de 2023, quando foram realizado 22 procedimentos.
Somente no ano passado, 126 pessoas receberam rim no HB de Rio Preto, o que significa que o hospital realiza 60 procedimentos por milhão de habitantes, o dobro da média nacional e 50% maior do que a média do Estado de São Paulo (40 por milhão).
Ao final do ano passado, havia 38.925 pacientes ativos na fila de espera por um transplante de rim, a maior demanda entre todos os órgãos transplantáveis do país, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (ABTO). Este número corresponde a mais da metade de todos os pacientes em lista de espera por transplantes no país (73.937 pessoas).
“Os 21 transplantes em um mês é o resultado do trabalho de dezenas de profissionais de várias especialidades do Hospital de Base, inclusive de outros serviços de nossa instituição, o que posiciona o HB entre os 10 hospitais do Brasil que mais fazem transplantes”, afirma o médico nefrologista Mario Abbud Filho, diretor do Centro Integrado de Transplantes de Órgãos e Tecidos (Cintrans) da Funfarme, fundação mantenedora do Hospital de Base. “Esta marca de 21 procedimentos sinaliza que o complexo hospitalar da Funfarme busca ampliar cada vez mais o número de procedimentos, colaborando para a diminuição do tempo na fila de espera por parte dos pacientes que precisam de transplante de rim”, completou Abbud.
O número expressivo em julho é também encarado pelos profissionais como fruto de importante trabalho realizado nos últimos três anos em ampla reestruturação do serviço de transplante renal e que envolveu investimentos por parte da Funfarme, contratação de profissionais, maior integração com outras áreas do hospital e com as unidades de diálise da região, além da adoção da telemedicina e outras tecnologias.
“Colhemos os resultados de muitas iniciativas e melhorias que adotamos, mérito de todos os profissionais envolvidos desde o pré-transplante até após o procedimento, que revela perfeita integração do Hospital de Base com os serviços de diálise, onde são atendidos os pacientes candidatos a transplante”, destaca a médica nefrologista Ida Maria Charpiot.
Há três anos, a Fundação preparou o terreno para as melhorias ao atender à solicitação da equipe do serviço e instalar uma plataforma online, que permitiu a perfeita integração do Hospital de Base com os centros de diálise e a administração e monitoramento da chamada “jornada do paciente”, desde seu encaminhamento como potencial receptor do órgão até o transplante e pós-operatório.
Ter a melhor tecnologia não basta, assim a Funfarme investiu na contratação de profissionais dedicados a cuidar da jornada do paciente e para que ocorra de forma mais eficiente e rápida possível, além de estreitar o relacionamento do Serviço com as outras áreas e especialidades do hospital. “Foi muito importante também o papel de nossos colegas da cardiologia, urologia e serviços diagnósticos de imagem, entre outras áreas, que entenderam as nossas necessidades e realizaram adequações para oferecer o melhor atendimento aos pacientes”, afirma Dra. Ida.
Pesa também para estes resultados a infraestrutura hospitalar, que faz da Funfarme um dos maiores complexos hospitalares do país. “Temos um dos maiores centros cirúrgicos do interior paulista e equipes completas que nos possibilitam chegar a este número importante de 21 transplantes em apenas um mês”, ressalta e o urologista e cirurgião Pedro Francisco Ferraz de Arruda, responsável pela cirurgia de transplante renal no HB. “Estamos muito felizes porque colaboramos para que cada vez mais pacientes recuperem sua qualidade de vida, não mais dependendo de diálise”, completa.