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AGOSTO BRANCO

Funfarme fortalece rastreamento do câncer de pulmão e capacita profissionais para diagnóstico precoce

Em 2025, o Serviço de Telerastreamento do Hospital de Base realizou 119 atendimentos; até junho deste ano, foram realizados 50 atendimentos

por Redação
Publicado em 05/08/2026 às 11:39Atualizado em 05/08/2026 às 11:39
Palestra durante evento da Funfarme (Divulgação)
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Palestra durante evento da Funfarme (Divulgação)
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Com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce de câncer de pulmão e fortalecer o rastreamento da doença, a Funfarme, em parceria com a Famerp, promoveu nesta quarta-feira, dia 5, a capacitação "Agosto Branco: Conscientização e Rastreamento do Câncer de Pulmão", voltada a profissionais da atenção primária, enfermagem, assistência social e demais equipes envolvidas na identificação e encaminhamento de pacientes.

O câncer de pulmão é a quarta neoplasia mais incidente no Brasil, desconsiderados os casos de câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 35.380 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028, sendo 18.730 em homens e 16.650 em mulheres. Apesar da alta incidência, o câncer de pulmão continua sendo a principal causa de morte por câncer no Brasil, principalmente em razão do diagnóstico tardio.

O treinamento reforça a importância da identificação de pessoas que se enquadram nos critérios para o rastreamento e do encaminhamento adequado ao Hospital de Base, referência regional no tratamento oncológico.

"O diagnóstico precoce é um dos maiores desafios no enfrentamento do câncer de pulmão. Ao investir na capacitação dos profissionais da atenção primária e fortalecer o Serviço de Telerastreamento do Hospital de Base, a Funfarme amplia o acesso ao rastreamento e cria oportunidades para que mais pacientes sejam diagnosticados em estágios iniciais da doença, quando as chances de tratamento e cura são significativamente maiores. Esse trabalho integrado com a rede de saúde é fundamental para reduzir a mortalidade causada por esse tipo de câncer", afirma o diretor executivo da Funfarme, Horácio Ramalho.

Acompanhamento

Por meio do Serviço de Telerastreamento do Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base, pacientes com maior risco para desenvolver câncer de pulmão são acompanhados e avaliados para a realização de exames capazes de detectar a doença ainda em fases iniciais. Em 2025, foram realizados 119 atendimentos pelo serviço. Em 2026, até junho, foram realizados 50 atendimentos, reforçando a importância do programa para ampliar o diagnóstico precoce na região.

Para o cirurgião torácico da Funfarme, Isaac Rodrigues, a capacitação da rede de atenção é essencial para que mais pacientes sejam identificados e encaminhados no momento adequado.

"É muito importante orientar as unidades encaminhadoras sobre como deve ser o cuidado com esses pacientes. Precisamos fortalecer principalmente a atenção primária, mas também envolver enfermeiros, assistentes sociais e todos os profissionais que têm contato direto com a população. Muitas vezes, são eles que identificam pacientes com perfil para iniciar o rastreamento ou que precisam de apoio para a cessação do tabagismo", afirma.

Segundo o especialista, o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de cura.

"Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as possibilidades de tratamento e de sobrevida. Muitas vezes, um pequeno nódulo no pulmão não provoca sintomas e só será descoberto por meio do rastreamento. Quando os sintomas aparecem, a doença pode já estar em estágio avançado."

Quando o paciente já apresenta sinais clínicos, deixa de ser um caso de rastreamento e passa a exigir investigação diagnóstica. Entre os sintomas que merecem atenção estão perda de peso sem causa aparente, tosse persistente, tosse com sangue, falta de ar e pneumonias de repetição ou que não apresentam melhora mesmo após tratamento.

Conscientização

Para Isaac, a conscientização é fundamental para mudar esse cenário. "É um câncer grave, com alta mortalidade, mas existem estratégias para aumentar as chances de diagnóstico precoce e oferecer o tratamento mais adequado aos pacientes."

O principal fator de risco para o câncer de pulmão continua sendo o tabagismo. Fumantes apresentam risco até 30 vezes maior de desenvolver a doença em comparação aos não fumantes. Embora a enfermidade também possa acometer pessoas que nunca fumaram, os protocolos atuais de rastreamento são direcionados principalmente a fumantes e ex-fumantes que atendem aos critérios estabelecidos pelas diretrizes médicas.