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SENTENÇA

Foragido, réu é condenado a 42 anos de prisão por matar primos na Vila Toninho

A sentença ainda requisita instauração de inquérito policial contra uma mulher por falso testemunho

por Joseane Teixeira
Publicado em 07/08/2026 às 12:21Atualizado em 07/08/2026 às 12:21
Câmera flagra o momento em que as vítimas tentam se aproximar de Dezaliel (Reprodução)
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Câmera flagra o momento em que as vítimas tentam se aproximar de Dezaliel (Reprodução)
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Foragido há quatro anos, o réu Dezaliel Costa Campelo foi condenado a 42 anos de prisão, em júri popular realizado nesta quinta-feira, 6, pelo duplo homicídio dos primos Marlom Mateus da Silva, 27, e João Euclides Maurício França, 32, mortos a tiros em julho de 2022 durante uma discussão por som alto no bairro Vila Toninho, em Rio Preto. A sentença ainda determina a instauração de inquérito contra uma mulher por falso testemunho.

Por quatro votos a três, o conselho de sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, acompanhou a tese do Ministério Público de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Durante o julgamento, uma testemunha arrolada pela defesa afirmou que o autor dos disparos foi o irmão de Dezaliel. Por entender que houve contradições no depoimento da mulher, o promotor Herico Destefani requisitou que fosse submetida à votação pelos jurados a instauração de inquérito policial para investigar suposto crime de falso testemunho - o que também foi aceito.

A defesa, composta pelos advogados Priscila Furlaneto, Diego Carretero e Renato Marão sustententaram a tese de negativa de autoria ou absolvição pela dúvida.

"A decisão dos jurados foi contrária à prova produzida com relação a autoria do delito. A defesa irá recorrer da decisão", informou Priscila.

O réu não participou do julgamento. Contra ele há mandado de prisão preventiva.

Lembre o caso

No dia em que foi assassinado, João comemorava o aniversário e a notícia de que seria pai de uma menina. Ele havia acabado de retornar de um chá revelação.

Segundo depoimento de familiares das vítimas, Dezaliel tinha passado a madrugada na calçada com uma caixa de som. Por volta das 5h da manhã, Marlom já havia pedido que ele abaixasse o volume, mas foi ignorado.

No retorno da festa familiar, realizada em uma chácara, João, que era primo de Marlom, mas morava em outro endereço, afirmou que iria conversar com Dazaliel para cessar as discussões.

Uma câmera de segurança mostra que, por volta das 19h, João tentou se aproximar, mas foi surpreendido com um tiro no peito. Marlom tentou ajudá-lo e também foi baleado.