Evento aprimora busca de diagnóstico

Uma oficina promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) na terça-feira reuniu 180 médicos da rede pública no Centro de Convenções da Famerp, para capacitar profissionais da atenção básica a diagnosticar precocemente a doença renal crônica (DRC). Com atendimento mensal de 552 pacientes, o Hospital de Base registrou aumento de 63% no número de sessões de hemodiálise em seis anos, passando de 290 em 2020 para 473 em 2026.
Segundo o nefrologista Rodrigo Ramalho, professor da Famerp, a capacitação orienta médicos a reconhecer a doença precocemente e adotar medidas para impedir seu avanço. “A doença renal crônica é silenciosa no início. Por isso, o papel do médico da atenção primária é essencial para diagnosticar e orientar o paciente antes que haja perda da função dos rins”, afirmou o médico do Hospital de Base.
Os principais grupos de risco são pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Quando surgem sinais como inchaço, pressão arterial de difícil controle e urina espumosa, a doença já pode estar em estágio avançado, afirmou o nefrologista.
Para o rápido diagnóstico, exames simples são suficientes, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina. Também pode ser solicitada a relação albumina/creatinina urinária, que ajuda a avaliar a função renal.
A nefrologista Patrícia Abreu, diretora da SBN, destacou o risco de afetar os rins com o uso exagerado de remédios. “O uso indiscriminado de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios, pode prejudicar os rins”, disse.
O presidente da SBN, José Moura Neto, afirmou que houve aumento no número de pacientes em diálise nos últimos anos, impulsionado pelo envelhecimento da população e pelo crescimento de doenças crônicas. “Quando diagnosticamos cedo, conseguimos retardar a progressão da doença e reduzir a necessidade de diálise”, disse.
O diretor-presidente da Funfarme, Horácio Ramalho, afirmou que o Hospital de Base sediou o evento porque é referência no atendimento a pacientes renais e conta com uma das maiores unidades de hemodiálise do interior paulista.
O Hospital de Base é referência no atendimento a pacientes renais e conta com uma das maiores unidades de hemodiálise do interior paulista. A demanda pelo serviço tem crescido nos últimos anos, acompanhando o avanço da doença na população.