Empresária de Bady Bassitt é multada por anunciar macaco-prego nas redes sociais
Investigada com 18 mil seguidores apresentou documentação falsa e mentiu sobre microchip do animal; na casa também foram encontradas cobras exóticas

Três pessoas da mesma família entraram na mira da Polícia Civil após a Polícia Militar Ambiental deflagrar fiscalização em Bady Bassit nesta terça-feira, 7, para apurar denúncia de venda ilegal de macacos-pregos pelas redes sociais. A anunciante é empresária e influenciadora digital, com 18 mil seguidores.
No imóvel, os policiais localizaram um macaco-prego mantido em cativeiro.
Ao ser questionada sobre a origem do animal, a mulher apresentou uma nota fiscal e um documento supostamente emitido pelo Ibama, além de afirmar que o primata possuía microchip de identificação.
"Após análise detalhada, os policiais ambientais constataram que a documentação apresentada era falsa e que o animal não possuía qualquer microchip de identificação", informou.
A mulher foi autuada em R$ 500 por manter em cativeiro animal da fauna silvestre sem autorização do órgão ambiental competente. "Em razão do elevado grau de domesticação, o macaco permanecerá, por enquanto, sob sua guarda, até que seja encaminhado à instituição competente para reabilitação e, quando possível, reintrodução à natureza", completou a polícia.
Cobras exóticas
Durante a fiscalização, também foram encontradas duas serpentes exóticas da espécie corn snake (cobra-do-milho), mantidas sem a documentação exigida pelos órgãos ambientais.
O filho da comerciante, um estudante de 19 anos, assumiu ser o proprietário dos animais.
Ele foi autuado por introduzir espécimes da fauna exótica no território do Estado de São Paulo sem parecer técnico oficial favorável. As serpentes foram apreendidas e encaminhadas ao Zoológico Municipal de São José do Rio Preto.
Anabolizantes e medicamentos emagrecedores
A denúncia também apontava a suposta comercialização de anabolizantes e medicamentos para emagrecimento.
A comerciante informou que o anabolizante encontrado na casa era destinado ao seu uso pessoal. Já seu marido, de 28 anos, declarou ser o proprietário da medicação para emagrecimento, afirmando igualmente tratar-se de uso próprio.
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Bady Bassitt, onde a ocorrência foi apresentada para a instauração de inquérito sobre crimes ambientais.