Em segundo júri, réu recebe pena maior por morte em 'rolezinho' de Rio Preto
Após o Ministério Público recorrer de sentença de 17 anos, réu é condenado a 21 anos de prisão

Nesta quinta-feira, 5, submetido pela segunda vez a Júri Popular, o tratorista Gabriel Thiago Januário foi condenado a 21 anos de prisão pela morte Vinícius Rafael Rocha Bueno, 21 anos, durante um “rolezinho” de moto em Rio Preto. O crime aconteceu em outubro de 2023. A pena é três anos maior que a primeira sentença recebida no ano passado, quando foi condenado a 17 anos e cujo julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Público.
Diferentemente do primeiro Júri, desta vez o conselho de sentença, formado por quatro homens e três mulheres, não reconheceu a tese de homicídio privilegiado, sustentada pelo advogado Evandro Tofalo, nomeado pela Defensoria Pública.
Gabriel participava de um encontro de motoqueiros quando foi surpreendido por Gabriel, que estava na garupa da moto pilotada por um amigo. O piloto se aproximou da vítima e Gabriel sacou uma pistola 9 milímetros, matando Vinícius com 12 tiros.
Durante o julgamento, o réu justificou que atirou na vítima para proteger sua família. Segundo ele, Vinícius já tinha tentando matá-lo a tiros. Na ocasião, Gabriel estava com o filho pequeno que, por pouco, não foi atingido.
O réu foi condenado nos termos da denúncia do Ministério Público: homicídio duplamente qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele já estava preso e não poderá recorrer em liberdade.
Ao Diário, o advogado Evandro Tofalo afirmou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça para excluir as qualificadoras que foram aplicadas, “no entendimento da defesa, sem laudo comprobatório”.