SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 18 DE MAIO DE 2022
CAMPEÕES DE CÁLCULO

Olimpíada de matemática premia 119 alunos na região de Rio Preto

Olimpíada Brasileira de Matemática premia 119 alunos na região de Rio Preto, seis a mais que na última edição; categoria ouro, a mais elevada da disputa, passou de sete premiados para 16

Arthur Pazin
Publicado em 21/01/2022 às 22:46Atualizado em 21/01/2022 às 23:58
Liriana e o filho Gabriel: estudante sente facilidade com a matemática (Arquivo Pessoal)

Liriana e o filho Gabriel: estudante sente facilidade com a matemática (Arquivo Pessoal)

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) divulgou nesta semana o resultado da 16ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Com isso, já é possível calcular quantos campeões foram premiados na região de Rio Preto: foram 119 estudantes que se classificaram no projeto, destinado às escolas públicas e privadas brasileiras e realizado com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Na última edição, em 2019, um total de 113 estudantes foram contemplados com os melhores desempenhos da disputa que, diferente da maioria das competições, não tem os alunos como adversários uns dos outros, mas o seu próprio desempenho.

Na ocasião, a região teve sete alunos que levaram ouro, a categoria mais elevada da Obmep. Neste ano, o número de estudantes que levaram ouro mais do que dobrou, subindo para 16. Um deles foi o adolescente Gabriel Kaio Bochio Chaves, 14 anos, que concorreu pelo 9º ano da Escola Fundamental Maestro Antônio Amato, de Potirendaba, pela terceira vez e levou ouro pela segunda. Ele já havia ganhado em 2019 e em 2018 levou bronze.

Como não há divulgação dos resultados, o jovem não sabe mensurar quantos questões acertou, mas suspeita que tenha encontrado a resposta correta para 17 das 20 que resolveu. Para o garoto, que afirma gostar de matemática desde novinho, a maior dificuldade na prova foi geometria, parte da disciplina que ele menos gosta.

De acordo com Gabriel, o que mais lhe atrai na ciência é o desafio que ela traz, como “tentar montar um cubo mágico”. “Me sinto especial por ser mais fácil pra mim, pois vejo a dificuldade que os outros sentem na matemática e não consigo entender”, disse o estudante, que deseja melhorar seu desempenho também em outras áreas.

Para a mãe do adolescente, Liriana Carina Bochio, o ouro do filho é “um orgulho e um dom”. “Ele tem muita facilidade e eu me sinto muito feliz e orgulhosa”, disse. A escola onde Gabriel estuda, Maestro Antônio Amato, também teve três alunos contemplados no bronze. Outros 11 alunos receberam menção honrosa e a professora Rosimeire Cristina Pavesi foi premiada. Em Potirendaba, outras duas alunas da Escola Municipal Vitório Botaro também conquistaram menção honrosa.

Segundo o diretor da escola, Nilton Celso Paschoatto, não houve uma preparação específica para a prova. “Os professores trabalham os conteúdos do currículo e não se sabe exatamente o que é cobrado na Obmep, que é uma forma de estímulo aos alunos”, informou. Para ele, ver alunos premiados mostra que a dedicação aos estudos é gratificante e só traz benefícios.

O diretor lembrou que, em outras edições, alunos premiados com ouro foram encaminhados a programas de incentivo a pesquisa científica, como o PIC, vinculado a Unesp de Rio Preto. “É estímulo também à equipe docente, que pode ver o resultado de um trabalho árduo e dedicado, muito bem feito”, concluiu.

Dividida em dois níveis, a Obmep teve, nesta edição, a participação de 5.561 municípios (99,84% do País), número recorde na história da premiação. Ao todo, foram 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata, 5.175 de bronze e 51.900 certificados de menção honrosa.

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